domingo, 25 de maio de 2014

Nelson Motta

NELSON CÂNDIDO DE OLIVEIRA MOTTA:
O ESCRITOR BOSSA-NOVA

O jornalista acompanhou de perto as grandes transformações culturais vividas pela música brasileira


Fiz essa entrevista com o escritor paulista - mas de alma carioca -, Nelson Motta, em sua passagem por Montes Claros, pelo programa Tim Estado de Minas Grandes Escritores, em 2009. Em nossa conversa, Motta fala sobre suas aventuras pela música, suas experiências como produtor cultural, a família (Nelson é pai de Joana, de 35 anos, Esperança, de 30, e Nina Morena, de 25, foi casado com Mônica Silveira, com a consultora de moda Costanza Pascolato, a atriz Marília Pêra, e atualmente com Adriana, que também trabalha na área musical, além de affair com as cantoras Elis Regina e Marisa Monte), de sua intimidade com o universo feminino e de sua paixão maior, a literatura. Confira.

Montes Claros é a primeira cidade a ser visitada pelo programa Tim Estado de Minas Grandes Escritores, do qual você faz parte. Qual sua expectativa com o que vem pela frente?
- Eu adoro viajar e conhecer lugares diferentes, grandes, pequenos, médios, e a coisa que eu mais gosto no Brasil é a diversidade. Tem centenas de países em um só, a cultura é diferente, as pessoas falam, se vestem, têm hábitos, conceitos diferentes. É a segunda vez que participo do projeto correndo cidades de Minas divulgando meus livros, meu trabalho. Essas viagens são uma oportunidade ótima como escritor de estar em contato com quem me lê que é uma coisa muito difícil. Teve livro meu, o Noites Tropicais vendeu mais de 100 mil, que rodou de mão em mão e não tenho ideia de quem são os leitores. E os romances policiais O canto da sereia e Bandidos e mocinhos foram vendidos 20 mil livros. Fico curioso, me perguntando quem são esses loucos que leem essas histórias.

Como é o trabalho de escritor no Brasil?
- Sinceramente dificílimo. O cara querer ser escritor no Brasil é quase ridículo, fica entre o ridículo e o heroico, péssimo, quando deveria ser uma atividade normal como qualquer outra. O maior prazer para o escritor é ser lido. Todo dia antes de trabalhar eu rezo para que meu trabalho possa alegrar as pessoas, divertir, informar um pouco, esclarecer alguma coisa. Se eu conseguir isso, para mim já está ótimo.Livro é uma indústria tão indigente, coitadinha. Não tem publicidade, não tem dinheiro para nada. Meus livros andaram muito no boca a boca, porque não têm quase nenhuma publicidade.
Como produtor cultural e descobridor de talentos, como você avalia o atual momento da música brasileira?
- É riquíssimo. Com a Internet, a democratização da tecnologia de produção e gravação, hoje praticamente qualquer um pode fazer uma gravação em casa. Tem que ter talento porque tecnologia não dá talento para ninguém, mas não tem mais aquela desculpa do artista pobre, desconhecido, que mora longe. O cara que está em Montes Claros pode ser acessado do Alaska, Sibéria ou Rio de Janeiro, não muda nada. Exatamente por isso também, porque nunca foi tão fácil produzir um disco, nunca foi tão difícil você se destacar, fazer sucesso e aparecer, mas é assim que as coisas melhoram. Quando tem muita gente fazendo, aí tem uma seleção duríssima, igual na natureza, os mais aptos sobrevivem. Esse som imperial, globalizante, Madonna, Michael Jackson, anos 80, vender 20 milhões de discos no mundo inteiro ao mesmo tempo, isso acabou.

Nós temos hoje uma mulher que é ministra do Supremo Tribunal Federal, a Carmen Lúcia, que por sinal é montes-clarense, temos uma candidata à presidência da República, a Heloísa Helena, e sabemos que você sempre se fez rodeado por mulheres. Eu queria saber o que você acha do papel da mulher na construção da sociedade hoje?
- Eu acho subestimado, sub-avaliado, mal aproveitado. Eu confio muito mais no trabalho da mulher do que em homem para muitas atividades, como administração, especialmente administração pública, finanças, investimento, política - política eu não confio em ninguém na verdade, mas as mulheres são mais honestas, mentem igual aos homens porque a política nivela por baixo, porque o primeiro objetivo é ser eleito e o segundo manter aquela boca - mas não quero falar desse assunto, nem foi o que você me perguntou. Eu tenho três filhas, uma neta, meu mundo foi sempre feminino. Aprendi muito com as mulheres, minha dentista é mulher, médica mulher. Outro dia, adorei, fui em um avião, era uma comandante mulher. A mulher tem essa coisa de cuidar, por causa da maternidade, tem essa vocação. Quem cuida de criança, de uma família, que domina isso, não vai cuidar de uma secretaria de saúde, de uma rede de cinemas? Claro que vai. Eu lamento que as mulheres tenham muito menos espaço. Acho que estaríamos muito melhor se fosse o contrário. São raras as mulheres públicas que detesto e muitas que admiro.

O que você acha do fato de o brasileiro ler pouco, principalmente por não ter acesso aos livros?
- Brasileiro não tem hábito de leitura e o livro é caríssimo para os padrões, para o salário médio do país. Um CD é quase metade do preço e já é caro, por isso tem pirataria. Eu prefiro ser lido a vender livro. Já que não dá para vender e não é culpa das pessoas e nem minha, desse meu livro novo vou colocar cinco ou seis capítulos em meu site agora, antes dele sair, que vai ser no finalzinho de setembro. Para mim não será prejuízo nenhum, muito pelo contrário.

Você é filho de escritor, escritor e leitor...
- Sou muito leitor...

...o que você mais aprecia em uma obra literária?
- Eu busco me divertir, uma coisa que me tire do meu mundo, que me leve para outro universo, com outros personagens, que tenha essa capacidade. Isso para mim é divertimento já que eu não estou fazendo nada, não estou trabalhando, não estou preocupado com nada. Quando o livro me dá isso, é o que eu mais gosto e o que tento desesperadamente em meus livros, de dar ao leitor isso que eu gosto: que tenha suspense, emoção, sacanagem, surpresa, que tenha umas viradas. Adoro novelas de televisão também e tudo isso tem a ver com as coisas que escrevo. Aprendi a escrever lendo.

Você viveu a adolescência em uma década maravilhosa em que a efervescência cultural estava gritando. E não dá para conversar com você sem falar de música. Você esteve com o Samuel Wainer, no Última Hora, esteve no O Globo, e agora está na Folha de São Paulo. Como é falar sobre arte hoje e 30 anos atrás? O que você percebe de diferença? O que mais ajuda e mais atrapalha o artista se projetar hoje?
- Tem uma oferta de música grátis, inclusive, alucinante na Internet. Os jornalistas de música estão se transformando em editores e a crítica de música em si ficou praticamente sem sentido. Porque não tem quem fique umas duas semanas ouvindo aquele disco e escreva três ou quatro páginas a respeito, não tem nem tempo para isso...

... E ninguém lê...
-... nem lê. Com a Internet o cara lê uma coisa pouquinha. Em cinco linhas tem dizer que é bom ou ruim e pronto.


Como foi ter apresentar em uma rádio de Nova York o programa Manhattan Connection, tendo Paulo Francis como mestre e amigo?
- Foi ótimo, uma delícia, oito anos de divertimento. Foi um privilégio. Eu já era amigo do Paulo Francis e ter convivido com ele quatro anos foi um mestrado em jornalismo cultural. Foi como ter ido a Harvard fazer um mestrado. Só de ter convivido com Paulo Francis já teria valido a pena. Fiquei nove anos fora do Brasil, mas ninguém se esqueceu de mim, o que frequentemente acontece, mesmo quando se está fazendo um trabalho brilhante, chega ao Brasil ninguém conhece, tem que começar do zero. Pra mim foi importantíssimo, fiquei presente toda semana na televisão com um programa (um Motta cabeludo e com batinha indiana, ares do roqueiro Jim Morrison, apresentava as reportagens musicais do telejornal Hoje, da TV Globo), escrevia para os jornais Estadão, uns cinco-seis anos, toda semana, também para O Globo mais uns cinco anos, por tudo isso foi muito importante para mim.

Nós tivemos ao mesmo tempo dois escritores montes-clarenses na Academia Brasileira de Letras, Cyro dos Anjos e Darcy Ribeiro, e há 20 anos temos um salão de poesia, o Psiu Poético, de projeção nacional. Como pode perceber esta é uma cidade onde a literatura está bem presente. O que você recomenda aos jovens leitores?
- De literatura infantil entendo pouco, mas li toda a obra de Monteiro Lobato e adorei. Também li Tesouros da Juventude, que é uma coleção belíssima, 20 volumes sensacionais. A criança que lê Monteiro Lobato fica preparada para gostar de tudo, porque aborda vários temas. Na literatura adulta, meus escritores favoritos são Rubem Fonseca, Marçal Aquino, Jorge Amado, Gabriel Garcia Marquez, Patrícia Melo, Hemingway, esses são meus escritores favoritos.

Que tipo de políticas públicas poderia ser adotado em benefício da leitura?
- Dar acesso. Por exemplo, como você tem na saúde pública a vacinação, todo mundo tem acesso, pobre, rico, velho, todo mundo. Se a população tivesse acesso aos livros, aí ia ser legal. Não essa coisa receitada das escolas, porque aí o cara não lê. No tempo que estudei em colégio, nos anos 50/60 - 60 eu já estava na universidade - era horrível; você tinha que ler Iracema, José de Alencar, tinha até Camilo Castelo Branco, você ficava com ódio. Se eles dessem Jorge Amado para o garoto ler, garanto que ele ia gostar. Isso é autoritarismo brasileiro. O Brasil tem mania disso, acha que sabe o que é bom para o povo. Se a pessoa tiver a chance de ler um livro e gostar ela vai procurar, eu garanto. Ela vai a uma biblioteca, pede emprestado e aí vai. Leitura só pode ser movida pelo prazer, porque senão não é estudo. Se você vai ler um livro técnico, um trabalho para sua profissão, você está lendo fisiologicamente, estudando, mas leitura mesmo é diversão, é prazer.

O que você prefere: ouvir um bom disco ou ler um livro?
- Eu prefiro ler um bom livro, porque se estou ouvindo um disco, estou pensando em outras coisas, disperso, totalmente passivo, é aquilo e pronto, não dá para imaginar nada, inventar. O livro não, estou lendo ali o que se passa no Haiti nos anos 20, terroristas, em outro mundo. Isso sim, me descansa a cabeça, me diverte, me dá prazer.

Que tipo de artista tem projeção histórica hoje?
- Tem gente do samba, do rock, bossa-nova, uma geração espetacular. Posso citar Marisa Monte, Edy Mota, Cássia Eller, Max de Castro, Maria Rita, Adriana Calcanhoto, Lenine, Jota Quest, Skank, Raimundos, Bebel Gilberto. Estão à altura de qualquer geração de músicos dos Brasil.

O que tocava no rádio no início da década de 70?
- É uma ilusão as pessoas acharem que era o Caetano (Veloso), (Maria) Bethânia. Nos anos 70, que foi a grande época, considerada como a década de ouro de Chico Buarque, Caetano Veloso, Roberto Carlos, Benjor, Gilberto Gil, Rita Lee - minha geração - comeu poeira ali com os que eram chamados de cafona - na época não tinha nem o termo brega. Mas são artistas importantes e eu não sou obrigado a gostar da música deles para reconhecer sua importância. A maioria da população brasileira adorava esses artistas e em muitos sentidos eles fizeram coisas muito mais interessantes, até porque essa geração fez uma música para classe média. Isso não diminui ou aumenta o talento deles, mas o público deles era esse, classe média, povão, falando aquela língua ali. Tem um livro extraordinário chamado Eu não sou cachorro não, que o Paulo César Araújo prova exatamente isso, que esses artistas populares da década de 70 foram completamente omitidos pela história da música. Você pode até falar mal, mas tem que reconhecer a existência deles e não jogar debaixo do tapete como se não existissem. Isso é horrível, é trair a história da música brasileira.

Se lembra de algo marcante?
Fizeram coisas muito importantes em termos de contestação à ditadura militar, provocações e atitudes de rebeldia que muitos desses artistas universitários e politizados não tinham coragem ou habilidade para fazer. Imagina um cara dos anos 70, gay enrustido, como o Agnaldo Timóteo, de repente grava um disco, A Galeria do Amor, um ponto de pegação gay histórico, todo mundo conhece. Imagina o impacto que foi nas pessoas super conservadoras que o ouviam. É uma tese de mestrado esse episódio do Agnaldo Timóteo. Um cara forte, violento, brigão, de repente sair do armário assim, isso em 1977, foi super subversivo, mais subversivo que um discurso de Geraldo Vandré.

E na música. Quem sobreviveu? Quem surgiu para ficar?
- O cara da minha idade que diz que a música dos anos 70 era muito melhor está com saudade da juventude, provavelmente porque não aproveitou direito. Eu detesto nostalgia. Claro, você não tem mais um Tom Jobim vivo, lançando um disco a cada 2 anos, mas tem sua obra, tem a obra do Tim Maia, que por sinal está melhor hoje do que era há dez anos. E os artistas vivos que estão aí são maravilhosos. Três quatro grandes músicos que quando vão fazer temporada vendem tudo em 20 minutos. Não há crise para Caetano Veloso, Gilberto Gil. Vi o show de João Gilberto em Nova York e em São Paulo no ano passado e ele nunca cantou tão bem, uma perfeição máxima. Todo o pessoal da década de 80. Lulu Santos não acerta tudo, mas quando acerta sai de baixo; tem a Maria Rita, a Bebel Gilberto, que estão à altura das maiores cantoras brasileiras tranquilamente. Se Cássia Eller tivesse vivido nos anos 70 ia ser difícil para Elis Regina, Maria Bethânia ou Gal Costa segurar a onda. Aquelas canorinhas de rock encarar uma Cássia Eller, uma Marisa Monte... Eu acho que o mundo vai para frente.

E a massa?
- A massa está interessada em Wanessa Camargo, Sandy, Bruno e Marroni. A única consequência de você colocar o Lenine no programa do Gugu é o telespectador trocar de canal. Esse troço de biscoito fino para a massa é só uma frase de Oswald de Andrade e uma gravadora carioca. Para explicar bem essa coisa, os Estados Unidos são uma imensa classe média que domina tudo, a política, o entretenimento, a religião, tudo é feito para essa classe média americana que é pragmática, ignorante, bossal. Não estou falando de Nova York, Califórnia, estou falando do profundo mesmo, o cara não sabe nem onde é a França, nem quer saber. Você vê o declínio da cultura popular americana, porque tudo teve que baixar de nível para atingir esse público maior. Não é o público que sobe de nível, é o artista que tem de baixar. Vê o pop americano o lixo geral que é, vê a literatura americana, é tudo uma porcaria, porque tudo tem que nivelar por baixo e, paradoxalmente, isso acompanha o que todo mundo quer, a melhoria das condições sociais de todo mundo, diminuição das diferenças, a maior igualdade, aí tem que baixar o nível. Milhões de pessoas nunca compraram nada, nunca puderam, e aí compra uma TV em 24 vezes e bota no Gugu e pronto. Você tem que respeitar. É o único lugar onde o povo está no poder mesmo é no entretenimento. TV e rádio têm que fazer o que o povo quer. O jabá tem um limite. É uma contradição e a gente tem que conviver com isso.

Você está escrevendo a biografia do Tim Maia. Como era a relação de vocês?
O Tim era meu querido amigo, produzi um disco dele e nunca briguei com ele (risos). Era uma das pessoas mais loucas que conheci e mais talentosas também. Inteligente e muito engraçado. Rebelde completamente e inconsequente, pagava o preço de sua loucura. Lutei uns cinco ou seis anos para conseguir escrever a biografia do Tim, minha editora para conseguir comprar os direitos de família, juiz, inventário, um calvário, mas finalmente conseguimos e estou escrevendo, e se Deus quiser, vai fazer justiça a ele. As pessoas vão morrer de rir.

Você se sente mais à vontade com a Música ou com a Literatura?
- Com a literatura, mil vezes. Hoje a literatura, não, a escrita, é minha atividade principal, a música é secundária, um tema da minha escrita. Gosto de escrever porque não preciso de músico, de estúdio, de autorização de ninguém, não preciso de lei Roanet, de técnico, de equipamento, de ninguém. Dá uma sensação de liberdade maravilhosa. Ali na tela do computador você faz o que quiser. Agora, quando você embacuca no meio de uma estrofe, fica ali, não sabe para onde vai, também ninguém te ajuda. É a contrapartida.

Dos seus livros, qual lhe deu mais prazer em escrever. Com qual você se sentiu mais realizado?
O que vai sair agora, o romance Ao som do mar e à luz do céu profundo. É um romance que passa em Copacabana em 1960. São histórias de amor, amizade, turma de rua, num momento de transição no Brasil, dos anos JK ao governo Jânio Quadros, da euforia e otimismo para a depressão, nos últimos momentos do Rio de Janeiro ainda como capital. É muito interessante, porque é um momento de transição, a hora em que a televisão está chegando, começando a bossa-nova, várias novidades tecnológicas como o rádio de pilha. É um momento de modernização do Brasil e tem histórias de amor e amizade que se entrelaçam ali em Copacabana. Tudo é contado pelo ponto de vista de uma garota americana que vai morar ali com o pai diplomata. A chegada dela deflagra uma série de acontecimentos no bairro. Uma época maravilhosa em que o Brasil estava se descobrindo.

- Depois de 9 anos morando em Nova York, que mudanças você percebeu no país?
- Em 1992, em Nova York eu já tinha Internet e ficava sempre em contato. Quando voltei, por causa do Noites Tropicais, fiz uma turnê de lançamento do livro de Belém a Porto Alegre, cidades que eu não ia há dez anos, fiquei completamente besta, no bom sentido. Foi muito bom e a diversidade do Brasil se acentuou mais ainda, a coisa mais maravilhosa no Brasil é isso. Uma vez eu estava trabalhando com a Daniela Mercury e a gente fez um show em Salvador no sábado, e domingo em Porto Alegre. Foi como sair do continente. Você sair de Salvador, da África, daquele calor danado, aquelas roupas todas coloridas, aquelas comidas e aí, em Porto Alegre. Parece que você está na Bélgica, todo mundo educado, chofer de táxi discutindo política com você, a cidade que mais lê no Brasil, milhares de universitários, a Europa. Então isso é maravilhoso. A África e a Europa no mesmo país.

O que você acha dessa discussão da Fenaj sobre o exercício do jornalismo por uma pessoa que não é formada em Comunicação social?
- Eu sou radicalmente contra essa tentativa da Fenaj (Federação nacional do jornalismo). Vê se faz sentido isso, a essa altura da vida, quando o que está todo mundo vendo que o jornalista bom de economia é o que entende muito de economia e sabe escrever bem, não um cara que é formado na faculdade de jornalismo e aí ele vai se especializar em economia. Nem em Portugal é assim. E o que é mais patético é que em plena era da Internet, onde tem blog que tem cem vezes mais leitores que a Folha de São Paulo, que o Estadão e que O Globo, e não depende de autorização de ninguém. Por isso que o Brasil é atrasado em computador. Não deixaram entrar o importado e disse que iam produzir o brasileiro. Ficou dez anos atrasado e agora não vai acompanhar nunca. E o computador aqui custa cinco vezes mais caro que nos Estados Unidos e na Europa. O ideal seria o cara formado em economia fazer uma extensão em Jornalismo, formado em Direito, fazer uma extensão em Jornalismo, formado em Comunicação Social, fazer uma extensão em Rádio.

14 comentários:

  1. Adorei o blog. Muito generoso de sua parte disponibilizar um material tao rico. Parabéns!

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  2. Excelente trabalho, embora não é nenhuma surpresa um trabalho desta qualidade em se tratando de quem é a autora. Parabéns.

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  3. Luís Alberto Caldeiradomingo, 12 outubro, 2008

    Jerúsia,
    Parabéns pelo belo trabalho que realiza. Esterei ligado no blog. Um abraço.
    Luisim.

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  4. Fazia tempo que não lia seus textos nos jornais. Voce faz muita falta na imprensa. É muito legal reler entrevistas tão ricas. Algumas inclusive recortei do jornal e guardei. Legal agora que estão disponíveis on-line. Você é muito fera. Te admiro muito.

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  5. que legal, gosto de Nélson Mota, muito bom seu blog

    www.blogcharlescanela.blogspot.com

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  6. Leninha, você que é Muito gentil. Ah, Joao Figueiredo, fiel companheiro no Gazeta Norte Mineira. Ainda temos muitos trabalhos a fazer juntos. Em breve. Obrigada mesmo.
    Luisim, sempre por perto, sempre presente, sempre muito agradável.
    Ô Renato, obrigada pelo "fera".
    Ei Charles, o Nelson Motta tem mesmo uma história muito bacana.
    A todos voces, obrigada pela visita e um grande abraço.

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  7. Guilherme Montanariquarta-feira, 10 junho, 2009

    Olá... vi seu blog na net e resolvi lhe escrever...
    Vou fazer um show ai na Cidade com Padre Hewaldo Trevisan, mas não estou achando muito detalhes do evento...
    Ta sabendo de alguma coisa que possa me contar?? hehehe
    O que tem de interessante pra conhecer em montes claros? vou fikar ai por uns 2 dias e queria conhecer coisas legais...

    Valew a atenção... té mais

    Fika na Paz...

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