terça-feira, 18 de maio de 2010

Fotografia e Direitos Humanos

ASA promove oficina de fotografia em porteirinha


Integrantes da Rede de Comunicadores da Articulação do Semi-Árido (ASA), das regiões Norte e Nordeste de Minas Gerais, participam até quarta (19), da oficina de Fotografia e Direitos Humanos, a ser realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porteirinha.

Serão três dias de discussões com 35 comunicadores, que irão debater o tema, comunicação e informação como liberdade e direito fundamental conforme Artigo 19º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, história da fotografia e de grandes fotógrafos humanistas, surgimento do fotojornalismo, linguagens técnicas e aula prática de identificação, edição e indexação de imagens. Cerca de 40 pessoas participarão dos trabalhos.

Os trabalhos serão coordenados pelo fotógrafo João Roberto Ripper, que tem como proposta colocar a fotografia a serviço dos Direitos Humanos será o ministrante da oficina. Sua especialidade é a fotografia social, documental e o fotojornalismo.

Maicon Tavares e Wagner Rodrygo Lima, da Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Montes Claros, dizem já ter uma familiriadade com a fotografia, mas esperam se aperfeiçoar durante o curso. Eles acreditam que o curso poderá contribuir para a profissionalização de suas funções na Pastoral.

A Jornalista Lívia Bacelete, representante da Cáritas Minas Gerais, diz já ter contato com a fotografia e filmagem, apesar de não ser fotografa. “Minha expectativa é aperfeiçoar a tecnica e discutir o poder da imagem. Espero aprender sobre as possibilidades da fotografia. Este momento é importante para reunir pessoas da mesma região e pensar caminhos juntos e fortalecer a rede de comunicadores.

Helen Santa Rosa, Assessora de Comunicação do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA/NM), declara que a oficina visa colaborar na qualificação dos registros fotográficos do CAA/NM e parceiros locais, alem de fortalecer a Rede de Comunicadores.

Está prevista a realização de uma mostra fotográfica sem data e local definidos. No segundo semestre a ASA ira promover outra atividade para Rede de Comunicadores.

João Roberto Ripper
A carreira do fotógrafo teve inicio no Diário de Noticias, no Rio de Janeiro e na luta democrática. O profissional passou pelo Última Hora, Estadão, O Globo, Agência F4, criou “Imagens da Terra”, projeto com propósito de colocar a fotografia a serviço dos direitos humanos. Esta proposta durou oito anos. Após esse período, ele implantou Imagens Humanas e, atualmente, está com o trabalho Imagens do Povo, que é um banco de imagens do Observatório de Favelas do Complexo da Maré (RJ).

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