quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Um show à moda da Jovem Guarda

Fogos de artifício anunciam a chegada de um artista pouco comum. De repente, no meio da platéia, surge um conversível branco, lustrado, brilhante, chamando a atenção dos mais desavisados: Lourinho chegou, é hora do show.

No mise en scene, eis que então sai do carro, entre sorrisos e acenos, um Lourinho caracterizado, reluzente com suas correntes, cinto e sapatos brilhantes. O cabelo impecável, o olhar gentil e os trejeitos alimentados durante décadas e agora extravasados. Quem nunca viu e quem vê pela enésima vez não têm dúvida de que ali está uma pessoa vivendo um momento de realização plena.

Mas se engana quem imagina que toda a pompa e circunstância é exibicionismo. Na verdade é apenas um sonho sendo realizado à moda de quando foi idealizado. Isso é motivo de admiração, já que o artista de hoje vive pulando de hit em hit até encontrar um estilo que se pareça com o que gostaria de fazer. Com lourinho não há dúvida. "Queria ser um cantor da Jovem Guarda quando era adolescente. Hoje sou como um cantor da Jovem Guarda. Melhor, porque sou saudável, sóbrio e com controle dos meus impulsos. Sem os vícios, feridas ou marcas deixados na maioria dos personagens da época", observa.

Fora do palco, Lourinho é um homem simples e nobre, na verdade, um gentleman. Digno e merecedor de viver realmente seu sonho, que, segundo ele, se renova e se desdobra, a cada dia, em novos sonhos.

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