quinta-feira, 9 de junho de 2016

241 anos da Polícia Militar de Minas Gerais

Banda da PM apresenta a ópera 'O Empresário’

Espetáculo será apresentado nesta quinta e sexta-feira, no Colégio Tiradentes. Serão disponibilizadas 500 entradas gratuitas por dia


Major João Jorge com os participantes da ópera
(Foto: Divulgação/PM)

Depois de realizar dois ensaios abertos ao público, estreia, nesta quinta-feira (09), a ópera ‘O Empresário”, promovida pela Banda de Música da Polícia Militar de Montes Claros, nas comemorações dos 241 anos da corporação mineira. O espetáculo será apresentado nesta quinta e sexta-feira, às 19h30, no Colégio Tiradentes, em Montes Claros. As apresentações são gratuitas e serão disponibilizadas 500 entradas por dia, que podem ser retiradas nos dois shoppings centers da cidade.

Músico há 40 anos, o maestro da banda da PM, major João Jorge Almeida Soares, explica que o espetáculo é uma montagem de alto nível. “No ano passado realizamos a ópera Cavalleria Rusticana e foi um sucesso. Esperamos ter um resultado igual ou superior desta vez. Estamos oferecendo para a população um espetáculo gratuito e de alto nível, uma opção de entretenimento que é mais comum em grandes centros, pouquíssimas cidades do interior recebem apresentações desta magnitude”, explica.

Segundo o maestro, 80 pessoas participam diretamente da ópera, outras 20 ficam nos bastidores. O ‘Empresário’ é uma criação de Mozart, do gênero ‘Singspiel’, peça de teatro cantada, que estreou em 7 de fevereiro de 1786. “As óperas foram concebidas para ser acompanhadas por uma orquestra sinfônica. Fazer a montagem com uma banda de música é inédito. Que tenho conhecimento, somente a banda da Polícia Militar de Montes Claros, que completa 58 anos em julho, realiza espetáculos deste tipo na íntegra”, destaca o major, e explica que o espetáculo foi custeado por edital do governo de Minas Gerais.

Além da Banda da PM, participam da ópera a soprano Simone Santana, que é de Montes Claros, o barítono Roberto Mont’sa, que é de Francisco Sá, o tenor Wagner Soares, de Belo Horizonte, a soprano Vilma Bittencourt, de Brasília, além dos atores Aldo Pereira e Vininy Pereira, de Montes Claros. O espetáculo é dirigido por Francisco Mayrink.

“O planejamento começou há um ano, logo após as apresentações da ‘Cavalleria Rusticana’. a rotina de preparação exige dedicação e paixão. Fazemos dois ensaios por dia, totalizando três horas de duração. Além disso, os músicos fazem a preparação individual para acertar o que precisa ser melhorado. Temos ótimos cantores e atores na região e uma de nossas preocupações é valorizar esses talentos. Trazemos de fora os profissionais que tem um timbre de voz que não encontramos aqui”, explica o major João Jorge.

AMOR PELA MÚSICA

Antes de ser reformado, subtenente atuava como
regente auxiliar
(Foto: Divulgação/PM)
Um dos participantes da ópera é o subtenente Josias da Silva Freitas, que faz parte da Banda da PM desde 1993. Apesar de ter se reformado aos 46 anos, em janeiro, o militar diz que “é impossível cortar o cordão umbilical”. Antes de se aposentar, ele chegou a atuar também como regente auxiliar. “Meu vínculo com a música começou por volta dos cinco anos, na minha família todo mundo canta e toca. Tive oportunidade de aprender a tocar vários instrumentos e por 15 anos fui clarinetista na Banda da PM. Tenho formação em Educação Artística e especialização em Música”, conta o subtenente.

O militar participou da ópera Cavalleria Rusticana e estará presente em ‘O Empresário’ com o coral Esperança e Vida, fundado por ele, e que conta com 35 participantes, com idades entre 12 e 50 anos. “Eu me sinto realizado, por viver uma experiência ímpar ao realizar um trabalho como este. Não se trata apenas de uma releitura de uma obra de Mozart, é um espetáculo de alto nível em uma cidade do interior, o que é inédito”, avalia.

Além de atuar na banda da PM, Josias Freitas também desenvolve trabalhos relacionados à música com internos de um presídio de Montes Claros, e é fundador de duas bandas, da Guarda Mirim de Montes Claros e de Glaucilândia. “Quem não serve não se torna útil, e a música nos permite servir”, finaliza.

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