sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A Flauta Mágica

Die Zauberflöte - Ópera em dois atos

Música de Wolfgang Amadeus Mozart e libreto de Emanuel Schikaneder, composta em 1791, mesmo ano do falecimento de Mozart


Com produção do Ensemble Lirais (cantores líricos das gerais) do qual participam professores e alunos do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandez (CELF ) e da Unimontes, A Flauta Mágica será apresentada ao público apreciador do gênero numa versão em português feita pelo Maestro Carlos Eduardo Prates e adaptada a nossa realidade com algumas reduções e substituição dos diálogos por narração. O espetáculo será nos dias 27, 28, 29,30 de outubro de 2011, no auditório do CELF. 

A ópera foi escrita no séc. XVIII época em que brotava o Iluminismo ou Era da Razão, despertado por filósofos como Baruch Spinoza, John Locke, Pierre Bayle e pelo matemático Izaac Newton e cujo centro foi na França, liderados por intelectuais como Denis Diderot, Voltaire, Montesquieu e outros. Período este que se denominou Século das Luzes, onde se incutia o uso da razão e da sabedoria para se obter uma vida melhor, a fim abolir superstições cultivadas durante a Idade Média que colocava a maioria dos seres humanos numa condição limitada de pensamento e de ação, rumo a um pensamento renovado de justiça e igualdade para superar as artimanhas dos governantes e de outros poderes da época.

O autor do libreto se inspirou em várias fontes literárias tal qual o conto de fadas Lulu Oder Die Zauberflöte de Christoph Martin Wieland, elementos mágicos originaram-se da peça Megära de Philipp Hafner e elementos maçônicos do romance Sethos de Jean Terrasson, ambientado no Egito antigo onde se supõe seja o local do surgimento dos rituais da maçonaria.

O Papageno, vendedor de pássaros, e outras situações de humor contidas na ópera foram inspirados no teatro popular vienense.

Os personagens principais Tamino (príncipe egípcio) e Pamina (princesa, filha da Rainha da Noite) encorajados por Sarastro (grão sacerdote de Ísis e Osíres), conselheiro que detém o poder pela sabedoria e não pela força, enfrentam e vencem as provas impostas pelo Templo da Sabedoria , conseguindo a realização de uma união ideal. Sarastro um verdadeiro guia, mostra o caminho para conseguir autonomia e liberdade de pensamento, se contrasta com a Rainha da Noite, a vilã da história que representa tudo aquilo que o iluminismo condena, ou seja, a superstição, a irracionalidade, a aristocracia, a tirania e a subordinação social e intelectual.

Dos elementos da maçonaria (da qual Mozart e Schikaneder faziam parte) o que se vê são os rituais de iniciação, provas pelas quais passam Tamino e Pamina, a fim de concretizarem o amor mútuo ao final da história.

A construção da música foi inspirada no Singspiel (lit.”brincadeira cantada”), um drama musical alemão caracterizado pelo diálogo falado alternado com canções, baladas e árias que às vezes são líricas, estróficas e ora tomam formas que lembram as canções folclóricas.

Todos estes elementos aliados à genialidade musical do compositor austríaco Mozart fizeram da Flauta Mágica a melhor, mais apreciada e representada ópera do autor.

A direção geral será de Maristela Cardoso (foto) responsável pela introdução do exercício da ópera na cidade e região atuando desde 1988 com a inesquecível Madame Butterfly de Puccini até os dias de hoje com a mesma garra, empenho, dedicação e amor pela causa. Ela que, além de valorizar os já consagrados cantores, incentiva e oportuniza aspirantes a fim de fortalecer e solidificar o movimento de ópera local, contribuindo de forma exemplar no engrandecimento e diversidade da nossa cultura.

De Belo Horizonte e com larga experiência no ramo, diretamente do Palácio das Artes teremos Francisco Mayrink na direção artística. É um grande nome que aqui atua desde a primeira montagem e que é admirado e respeitado pelo talento, desempenho e profundo conhecimento do gênero. Será também dele o figurino desta montagem.

E de Vitória do Espírito Santo receberemos a cantora no papel da Rainha da Noite, soprano Patrícia Eugenio, que vai enriquecer o elenco de cantores líricos de nossa cidade. Cenário e produção gráfica de Tânia Artes, Ifigênia Alkquimim e Rodrigo Rodrigues. Assessoria de Roberto Mont’Sá e Christiane Franco e acompanhamento instrumental de Izaías Ramos, Francisco Stehling e Bete Meira.

SERVIÇO:

A FLAUTA MÁGICA
Local: Auditório do Conservatório Lorenzo Fernandez
Data: 27, 28, 29,30 de outubro de 2011
Horário: 21h  
Entrada franca com retirada de convites no Conservatório, na Unimontes (Departamento de Artes) ou com os componentes da ópera. Serão fornecidos dois convites por pessoa.

Um comentário:

  1. Meus prezados, gostaria de convidar a todos para a gravação do meu DVD A música do Novo Brasil, com participação de grande artistas do Norte de Minas.
    Dia 29 de outubro, sábado em Santa Barbara, distrito de Augusto de Lima MG.

    Para reservas e informações acessem o site
    http://www.hotelaguasdesantabarbara.com.br/

    Espero vocês lá.

    um abraço
    André Águia

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