sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Teatro

Grupo ArtEcena estreia espetáculo em Montes Claros

Neste fim de semana, o grupo de teatro ArtEcena estréia a peça “O Cemitério das Loucas”, comédia baseada em fatos ocorridos no primeiro cemitério católico de Montes Claros, nos anos de 1851, então localizado onde atualmente é a Catedral de Nossa Senhora Aparecida.

A peça está em cartaz no Centro Cultural Hermes de Paula, nos dias 29 e 30 de outubro, sexta-feira e sábado, às 20 horas.

O Texto é de Dario Cotrim e Direção de Haroldo Soares e com o grupo ArtEcena.

Os ingressos serão vendidos no local do evento no valor de R$ 10,00 (dez reais).

Big Band Dionízica

Montes Claros vive noite Dionízica


Sob a coordenação e regência do músico e professor Marcelo Andrade, a Big Band Dionízica revela entrosamento e harmonia, equilibrando a leveza e movimento da música brasileira com o swing performático do jazz, mostrando que música não é o que se toca, mas sim como se toca.


No próximo dia 06 de novembro, a noite montesclarense será embalada pelos acordes vibrantes do jazz, ao som da Big Band Dionízica, que se apresenta às 20 horas, no Ibituruna Shopping Center.

Lembrando as primeiras big bands que surgiram nos Estados Unidos em meados dos anos trinta do século passado, resultado do melting pot emigratório europeu e africano ocorrido em anos anteriores, a Big Band Dionízica assumiu o risco de tocar o jazz no seu melhor estilo, com repertório que incluiu pérolas como Over the Rainbow (de Harold Arlen e arranjos de Dave Wolpe); Beatriz (Edu Lobo); a sensual The Pink Panther (de Henry Mancini, com arranjo de Roy Phillippe); Água de Beber (de Tom Jobim e Vinícius de Morais com arranjo de Mauro Rodrigues), Fly me To The Moon (de Bart Howard, com arranjo de Sammy Nestico), Mission: Impossible Theme (de Lalo Schifrin e arranjo de Roger Holmes), entre outros clássicos.

Sob a coordenação e regência do músico e professor Marcelo Andrade, o grupo formado por alunos do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandez revela entrosamento e harmonia, equilibrando a leveza e movimento da música brasileira com o swing performático do jazz, mostrando que a música não é o que se toca, mas sim como se toca.

Como nenhuma apresentação de música instrumental está completa sem um momento de improviso, os acordes do saxofone de Marcelo Andrade prometem prender o fôlego dos atentos e desavisados. O som do menino-prodígio é sempre marcado por suspense e alívio, cadenciados por silêncio e sons, numa leitura musical singular e instantânea que o sagrou unanimidade.

A cozinha da Big Band Dionízica é comandada pelo contrabaixo de Pablo Barata, piano de Maria Lucia Avelar, percussão de Gladson Braga e Bateria de André Wanveler Rosa que faz cama macia e perfeita para os sopros de Antônio Jorge Soares Neto, Luciano Cândido Sarmento, Ildeilson Meireles, Daniel Gonçalves de Oliveira, Armando Mardem de Barros, Rodrigo Prates de Almeida, Kollek Pereira da Silva, Ananias Soares Neto, Eliel Lemos Cardoso, Itamar Dantas, Jefferson Rafael Silva, Filippe Dantas Rocha, André Wilson Nazareth Veloso, Marcos Alexander dos Santos e Kollek Pereira da Silva, combinando sofisticação e versatilidade, típicas do jazz, mas com um olhar com jeito de Brasil.

Marcelo Andrade

O som inconfundível do músico é absolutamente necessário para representar os valores culturais de Montes Claros, tão enaltecidos em todo mundo.

O bom gosto pela música ele herdou do pai. Aos 7 anos de idade começou a estudar piano logo passando para o sopro, pela afinidade intuitiva, e desde cedo foi construindo o caminho que lhe permitiu tornar-se referência para os músicos com quem dividiu palco e para os que o adotaram como mestre.

Estudou flauta e sax na Universidade Federal da Bahia, dando continuidade em Minas Gerais, e graduou-se em Bacharel em Licenciatura no Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro, tendo como professores nomes como Mauro Senise, Daniel Garcia, Dejan Presicek, Odette Ernest Dias, Antônio Carrasqueira e Lena Horta.

Mas a intimidade entre Marcelo Andrade e música transcende a formação acadêmica. É como se um fizesse parte do outro. Ao vê-lo tocar têm-se a impressão de que o instrumento é uma extensão de seu corpo, sax ou flauta. Mas seu som é mais difícil de descrever, porque ele não segue os padrões, a cartilha da academia. A profundidade musical vem antes de tudo. Aliás, a teoria serve para isso: aflorar potencialidades. Mas sua genialidade inata o coloca à frente de seu tempo.

O espetáculo da Big Band Dionízica confirma isso. Marcelo diz ter formado o grupo por acreditar no potencial dos alunos e dos músicos, por isso, como professor, vem se dedicando ao trabalho e organização para a formação de grupos ligados a sopros de modo geral. Segundo ele, a idéia é a formação de grandes e pequenos grupos instrumentais, dentro e fora da escola, executando repertório variado, que inclua MPB, clássicos do cinema, jazz e música folclórica.

O resultado, a Big Band Dionízica, é uma releitura de si mesmo: fusão de gêneros, versatilidade e improviso em perfeito equilíbrio.

Além de professor, Marcelo é um instrumentista requisitado e atuante. Já participou de festivais, shows e gravações com vários artistas, compositores e instrumentistas de renome nacional e internacional como Paulinho Pedra Azul, Beto Guedes, Toninho Horta, Yuri Popoff, Wagner Tiso, Saulo Laranjeira, Weber Lopes, Juarez Moreira, Mauro Rodrigues, Grupo Feijão de Corda, Marku Ribas, Robertinho Silva, Alberto Continentino, Beto Lopes, Jota Quest, Cliff Korman, Roberto Sion, entre outros.

A expressão performática criada e sustentada pelo improviso de Marcelo Andrade torna seu som inconfundível e absolutamente necessário para representar os valores culturais de Montes Claros, tão enaltecidos em todo mundo.