quinta-feira, 31 de março de 2016

Lançamento


 Dona Palmyra, aos 96 anos, lança novo livro


A escritora Palmyra Santos Oliveira, lança seu segundo livro em Montes Claros, neste sábado (02/04), no exato dia em que completará 96 anos de idade. O lançamento será às 20h, no Salão de Eventos “Deus e Liberdade” (Avenida Mestra Fininha, 610), em Montes Claros. Muito lúcida e atuante, é membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros e da Academia Feminina de Letras de Montes Claros.

O livro reúne crônicas em que relata suas memórias de Montes Claros dos anos 20, 30 e 40 do século passado; e de Porteirinha, a partir de meados da década de 1940. Relembra familiares, pessoas amigas e fatos pitorescos dessas duas cidades que dividem seu coração: a terra natal e aquela que a acolheu nos albores da sua juventude, quando ali chegou para ser a primeira professora da 4ª série primária, pouco tempo depois de haver concluído o curso normal no Colégio Imaculada Conceição, em Montes Claros.

Com duzentas páginas ricamente ilustradas por fotografias antigas, o livro da quase centenária escritora traz, em capítulo especial, a genealogia de duas importantes famílias de Montes Claros: a Pereira dos Santos (do seu lado materno), e a Gonçalves de Oliveira – “Os Viriatos” (pelo seu lado paterno). Há também breve incursão no campo da poesia e da trova.

O escritor Wanderlino Arruda, autor do prefácio, diz que pensa em D. Palmyra “na mesma medida que penso em Cora Coralina, porque para ambas a vida seria curta ou longa demais – e sem sentido – se não tocasse o coração das pessoas. Neste livro, a autora não faz economia de amor, não deixa qualquer sentimento para depois. Tudo, tudo mesmo, é um constante hoje, um agora, uma sempiterna visão de quem sabe apreciar o mais apreciável de cada segundo vivido e amado”.

Para o jornalista Alberto Sena, que assinou o posfácio, “Dona Palmyra é mulher vivaz. Quem foi aluno dela deve se sentir orgulhoso de ter sido orientado por uma mulher da estatura intelectual dela”.

Na semana seguinte, dia 8 de abril, haverá noite de autógrafos em Porteirinha, às 20h, no Centro Cultural Anísio Santos.

Mostra de Cinema


Montes Claros recebe 1º Mostra Pequi de Audiovisual

 
Montes Claros recebe, entre os dias 3 e 5 de junho, a 1ª Mostra Pequi de Audiovisual do Norte de Minas. A mostra é competitiva e contará com as categorias Jornalismo, Documentário, Reportagem, Publicidade, Filme Publicitário, Videoclipe, Programa Independente de Televisão, Filme (ficção), Filme (documentário), Filme Câmera de Celular.

A Mostra é gratuita e será realizada no Centro Cultural Hermes de Paula. Só poderão competir produções do norte de Minas e obras convidadas. Os premiados receberão troféus e certificados. O corpo de jurados será formado por profissionais reconhecidos da área do audiovisual, oriundos de outras regiões do país. 

As inscrições estão sendo feitas exclusivamente através do site www.cinenacionalguerra.com.br e podem ser realizadas até o dia 20 de maio.


quarta-feira, 30 de março de 2016

Música no Museu



Élcio Lucas lança CD “Vago Universo” na próxima quinta-feira



Nesta quinta-feira (31/3), será lançado em Montes Claros o CD “Vago Universo”, do músico Élcio Lucas, egresso do Grupo Raízes, que também é doutor em Literatura e professor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). O lançamento está marcado para as 19 horas, na sede do Museu Regional do Norte de Minas, antigo Casarão da Fafil, com entrada franca.

O CD “Vago Universo” é uma produção de Ian Guedes, com direção musical do próprio Élcio Lucas e Ewany Borges. O primeiro lançamento deste trabalho autoral aconteceu na Universidade Sorbonne, em Paris, em 21 de janeiro deste ano. Também em janeiro (dia 26), as canções do CD foram exibidas no programa especial “Histórias da Música Portuguesa”, na Rádio da Universidade de Salamanca (Espanha).

O álbum reúne 10 canções de autoria de Élcio Lucas, sendo que algumas resultantes da parceria com Aroldo Pereira, João Rodrigues e Walter Branco. Duas músicas tiveram como ponto de partida poemas do poeta português Vitorino Nemésio e de Federico Garcia Lorca (poeta espanhol).

Conforme Élcio Lucas, “Universo Vago” traz letras com arrojados arranjos instrumentais de “Terno Azul” e “Pão e Vinho” e a singeleza acústica de “Estrela”. “O sertão se faz presente em “Ventania”, Caminhos de Minas” e “Juriti”, descreve o autor.

Gravado no “Estúdio Verde”, em Belo Horizonte, o CD “Vago Universo” contou com a participação dos músicos Paulinho Carvalho (baixo elétrico), Esdras/Neném Ferreira (bateria), Cláudio Faria (piano), Ian Guedes (guitarra), Marco Lobo (percussão), Jelber Oliveira (teclado), Mário Castelo (bateria), Enéas Xavier (contrabaixo acústico e elétrico), Marcos Frederico (bandolim) e Sérgio Rabelo (violoncelo). Também teve a participação especial de Juarez Moreira (violão solo em “Deseo”), Célio Balona (acordeon em “Juriti”) e Leopoldina (voz em “Estrela”).

Compositor, violonista e cantor, Élcio Lucas venceu alguns festivais da canção popular no Brasil. Ex-integrante do Grupo “Raízes” participou das gravações dos discos “Menino do Interior” e “Estrada Afora”. Em carreira solo, gravou o compacto “De Lua” e o LP “Verde Grande”. Teve composições gravadas por Rogéria Holtz, Aline Mendonça, Fatel e pelo próprio Grupo Raízes. Élcio Lucas é doutor em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP). Como professor, ele atua no Programa de Pós-Graduação em Letras e Estudos Literários da Unimontes e coordena o projeto de implantação do Centro de Audiovisual da Universidade.

SERVIÇO:
Lançamento do CD “Vago Universo” – de Élcio Lucas
Dia: 31 de março
Horário: 19 horas
Onde: Museu Regional do Norte de Minas – antigo Casarão da Fafil
Entrada franca

terça-feira, 29 de março de 2016

Orquestra Sinfônica Brasileira



OSB celebra espírito olímpico em concerto 

de abertura da Temporada 2016


Com regência do maestro emérito Roberto Minczuk, apresentação acontece dia 2 de abril no Theatro Municipal do Rio

 
O concerto abre com a homenagem ao maestro alemão Kurt Masur, falecido em dezembro último
Com Temporada inspirada nos Jogos Olímpicos, o maior evento esportivo do mundo, a Orquestra Sinfônica Brasileira faz seu primeiro concerto do ano dia 2 de abril, às 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Pela série “Ametista”, interpretará a estreia carioca de “Jogos Sinfônicos”, de João Guilherme Ripper; o terceiro movimento, Andante, e a Introdução do quarto movimento, Andante con Moto, da “Sinfonia nº 5 em Ré maior, Op. 107 – Reforma”, de Felix Mendelssohn, em homenagem ao maestro Kurt Masur; e “Scheherazade, Op. 35”, de Nikolai Rimsky-Korsakov.  

A regência é do Maestro Emérito Roberto Minczuk, e os ingressos para a apresentação estão à venda na bilheteria do Theatro ou no site Ingresso.com

O concerto abre com a homenagem ao maestro alemão Kurt Masur, falecido em dezembro último. Com uma relação íntima com o Brasil, esteve no país pela primeira vez em 1970 para reger a OSB, tendo retornado muitas outras vezes. Segundo Pablo Castellar, Diretor Artístico da Orquestra, o maestro sempre demonstrou muito carinho pelo conjunto. Foi inclusive na OSB que conheceria sua esposa, a violista Tomoko Sakurai.

— Masur tinha imenso carinho pela orquestra e pelo Rio, adorava o espírito carioca, a musicalidade de nosso país. Foi em seu primeiro concerto com a OSB que conheceu sua esposa e, 42 anos depois, dividiu o palco do Municipal com seu filho na última vez em regeu a orquestra. Meu amigo e mentor, Masur foi um humanista incrível que sempre será um exemplo, porque acreditava em seu semelhante e transformava a música numa manifestação divina – ressalta o maestro Roberto Minczuk.

Composta em 2015, “Jogos Sinfônicos” faz sua estreia carioca. A obra criada por Ripper tem duração de trinta minutos e é dividida em três movimentos: Distâncias (uma referência aos esportes de longa duração como corrida e maratona); Velas (aos esportes aquáticos próximos à natureza) e Drible (alusão à jogada inesperada, ao domínio técnico que autoriza o improviso e à diferença que faz o talento). Para Ripper, a capacidade de concentração e resistência são qualidades tão fundamentais para o músico quanto o próprio talento, porque compor uma ópera ou sinfonia, ensaiar, reger ou tocar por horas seguidas requer longo treinamento musical e um esforço físico considerável. O músico tem definitivamente seu lado de atleta.

A suíte sinfônica “Scheherazade, Op. 35”, do compositor russo Nikolay Rimsky-Korsakov encerra o concerto. Baseada nos contos de “As Mil e Uma Noites”, a obra é uma das mais populares de Korsakov. A peça, segundo seu autor, foi inspirada em imagens singulares e episódios separados de “As Mil e Uma Noites”, e que aparecem nos quatro movimentos da suíte. Para conectá-los, breves trechos para violino solo, atribuídos à sultana Scheherazade, permeiam os movimentos. A obra estreou em 3 de novembro de 1888, na série Concertos Sinfônicos Russos, em São Petersburgo, sob a regência de Korsakov.

— “Scheherazade é um triunfo da arte de um dos maiores gênios da orquestração que com suas cores e seus efeitos instrumentais brilhantes, transformou esta obra em um marco da história da música descritiva, afirma o Diretor Artístico da OSB, Pablo Castellar.

Temporada 2016
A OSB traz uma Temporada 2016 inspirada nas Olimpíadas com jovens músicos premiados e maestros consagrados. Os convidados internacionais se juntam aos solistas e maestros brasileiros para uma programação que, a partir de abril, trará 12 apresentações nas séries “Turmalina”, “Topázio” e “Ametista”; 12 nas séries “Esmeralda”, “Rubi” e “Safira”, quatro concertos da série “OSB na Sala”, e 13 Concertos da Juventude.

Nomes como o sul-coreano In Mo Yang, os russos Nikita Boriso-Glebsky e Lukas Geniušas, o ucraniano Vadym Kholodenko e o espanhol Pablo Ferrández, todos vencedores de prêmios como Paganini, Sibelius, Van Cliburn, Chopin e Tchaikovsky já estão confirmados na programação. Além deles, o compositor e DJ americano Mason Bates também participa da temporada.

A eles se juntam maestros reconhecidos como o francês Louis Langrée (Diretor Musical da Orquestra de Cincinnati); o inglês Neil Thomson (Diretor Artístico da Orquestra Filarmônica de Goiás); o austro-brasileiro Lavard Skou Larsen (Regente Titular da Salzburg Chamber Soloists); os brasileiros Marcos Arakaki e Roberto Tibiriçá; nossos Maestros Eméritos Roberto Minczuk e Isaac Karabtchevsky, e nosso Maestro Assistente Lee Mills. Outros destaques são os solistas brasileiros Yamandu Costa, Daniel Guedes, Fabio Presgrave, Leonardo Hilsdorf, Bruno Procópio e Daniella Carvalho, além de conjuntos vocais como o Calíope e o Coro de Crianças da OSB.

Sobre Roberto Minczuk
Roberto Minczuk é Maestro Titular e Diretor Artístico da Filarmônica de Calgary e Maestro Emérito da OSB, onde foi Maestro Titular de 2005 a 2015.

Dentre as orquestras que regeu estão as filarmônicas de Nova York, Londres, Los Angeles, Rotterdam, Oslo, Helsinki e Tokyo, as Orquestras de Filadélfia, Cleveland, BBC de Londres e do País de Gales, sinfônicas de Montreal, Toronto, Dallas e da Nova Zelândia, as Nacionais da França, Bélgica e Hungria.

Foi Diretor Artístico Adjunto da Osesp, Diretor Artístico do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, Regente Associado da Filarmônica de Nova York e Regente Titular da Sinfônica de Ribeirão Preto.

Gravou diversos CDs com a Osesp, além da Filarmônica de Londres e Sinfônica de Odense. Recebeu o Emmy, Grammy Latino, Prêmio Bravo de Cultura e Prêmio TIM, dentre outros, e foi condecorado com a Ordem do Ipiranga do Governo do Estado de São Paulo, a Medalha Pedro Ernesto do Poder Público da cidade do Rio de Janeiro e o prêmio Carioca do Ano, da Veja Rio.

Sobre a Fundação OSB
Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira é reconhecida pelo pioneirismo de suas ações: foi a primeira orquestra brasileira a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia. Durante 76 anos de trajetória ininterrupta, a OSB revelou nomes como Nelson Freire, Arnaldo Cohen e Antônio Meneses, e teve à frente maestros e compositores brasileiros como Heitor Villa-Lobos, Eleazar de Carvalho, Claudio Santoro, Francisco Mignone e Camargo Guarnieri.

Também faz parte de sua história a colaboração de alguns dos maiores artistas do cenário internacional, como Leonard Bernstein, Arthur Rubinstein, Mstislav Rostropovich, Igor Stravinsky, Claudio Arrau, Zubin Mehta, Lorin Maazel e Kurt Masur, dentre muitos outros.

Os espetáculos da OSB acontecem hoje nas três mais importantes salas dedicadas à música de concerto do Rio de Janeiro, a Cidade das Artes, o Theatro Municipal e a Sala Cecília Meireles. Sob a direção artística de Pablo Castellar e composta por mais de 90 músicos brasileiros e estrangeiros, a OSB contempla, em sua programação regular de concertos, apresentações especiais e projetos educativos, um amplo universo musical - da produção barroca aos compositores contemporâneos.

Para viabilizar suas atividades, a Fundação OSB conta com o incentivo da Prefeitura do Rio de Janeiro, do BNDES, da construtora Carvalho Hosken e de um conjunto de patrocinadores da iniciativa privada, através dos mecanismos federais de incentivo à cultura.

Para saber mais sobre o processo de assinaturas acesse o site da OSB – www.osb.com.br.

SÉRIE AMETISTA
Sábado, 2 de abril, às 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Roberto Minczuk – regente

Programa:
Felix Mendelssohn Sinfonia n° 5 em Ré maior, Op. 107 – Reforma | III. Andante | IV. Andante con Moto “Introdução”
João Guilherme Ripper Jogos Sinfônicos
Nikolay Rimsky-Korsakov Scheherazade, Op. 35

Serviço:
Theatro Municipal do Rio de Janeiro - Praça Marechal Floriano s/nº, Centro
Informações do Theatro: (21) 23329191/ 23329005, a partir das 10h.
Classificação: Livre
Preços: R$ 20 (Galeria), R$ 60 (Balcão Superior), R$ 100 (Plateia), R$ 140 (Balcão Nobre)