sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal

Então é Natal

Finalmente, chegou o Natal esperado por todos: de mesa farta, da troca de presentes, da fantasia do Papai Noel que entusiasma crianças e adultos, das luzes e enfeites, dos sonhos de renovação, da expectativa de que o ano novo será melhor. Época em que as pessoas se revestem de esperança e sonhos e não poupam esforço para externar o desejo de boas festas e próspero ano novo através de criativos cartões.

Também é o Natal das compras. Não importa a dificuldade, todos encontram um jeito de comprar uma lembrancinha - ou roupas, sapatos, brinquedos, joias móveis e uma infinidade de outros objetos, muitos que nem serão usados. E o comércio se arma para garantir que todos os desejos possam ser atendidos.

É o Natal da vontade e da iniciativa de ajudar aos mais necessitados através de campanhas para arrecadar donativos – algumas delas, marketing disfarçado de solidariedade. Mas o que importa é fazer uma criança feliz, é ajudar uma família carente a ter uma refeição melhor neste dia.

Enfim, é Natal.

O que se espera é que todos os desejos expressos nos cartões possam se cumprir. Que as famílias se reúnam e reencontrem a harmonia, a união, e se fortaleçam.

Que as pessoas possam redescobrir o amor na simplicidade.

Que a generosidade seja sincera e, além do pão, as pessoas compartilhem a esperança de seguir adiante. Que a fé aqueça os corações e fortaleça o espírito.

Que a graça de Deus que fez o menino para estar em nosso meio renasça e permaneça no coração e na vida das pessoas.

Assim, realmente será Natal. Não só o esperado por todos, mas o verdadeiro Natal.

Montes Claros

A cidade dos tolebas

Montes Claros é mesmo uma cidade atípica. Foi fácil chegar a essa conclusão depois de um rápido passeio pela praça da Matriz na noite da última sexta-feira, 17/12. A praça abriga a Feira de Artesanato que acontece em horário especial durante o período de compras para os festejos natalinos e é curioso observar o contraste de cores, aromas e sabores, além da diversidade da arte produzida por dezenas de artesãos da cidade e região que ali expõem seus trabalhos.

Logo que se chega à praça, o primeiro impacto é olfativo, uma mistura do cheiro do arroz com pequi e do acarajé da baiana do Santos Reis.

Mais adiante, a barraca de CDs piratas divide espaço com a literatura de cordel, os licores e o berrante de Jason de Morais, que cochila preguiçosamente enquanto o freguês não vem.
As camisetas de malha decoradas com fitas dos catopês e com o triângulo da bandeira mineira estão expostas tendo, de um lado, as batas e vestidos indianos e, do outro, bijuterias heavy metal.

Mas toda essa mistura é natural, típica de um país de diversidade como é o Brasil. Atípico é o que se ouve.

Montes Claros é uma cidade cuja efervescência cultural é conhecida reconhecida nacional e até internacionalmente, principalmente pela qualidade da música produzida pelos seus artistas. Mas enquanto artesãos se inspiram na cultura da região para produzir suas peças e, ainda, promover a feira em um local que é a história viva da cidade, a música que vem do coreto destoa de todo o cenário.

Em um volume absurdamente alto, o que se ouve não é chorinho, não é samba, não é grupo Raízes, Agreste, Maia e Boavista, Pedro Boi, Beto Guedes, Bob Marcílio ou os irmãos Coimbra. Nem mesmo é o sertanejo da dupla Sérgio e Rodrigo ou Roberto e Ramon.

Qual o quê! O som do coreto vem de outras terras: Lara Fabian, Celine Dion, Fred Mercury, baladas dos anos 70/80, lindas, românticas, mas que nada têm a ver com feira, com a praça ou com as pessoas que por ela circulam, pelo menos naquele momento.

E quando alguém se arrisca a pedir ao pseudo DJ para mudar a música ou abaixar o volume, a resposta mal-educada já está na ponta da língua: “essas músicas são muito bregas”.

O que será que os organizadores pensam? Se é que pensam. Sim porque, muito além do aspecto financeiro, a feira parece ter o firme propósito de valorizar a arte montes-clarense e norte-mineira. Pelo menos é essa a idéia divulgada pelos organizadores, principalmente a associação de artesãos. Seria uma excelente oportunidade de fazer uma conexão entre os artistas de um modo geral, como é feito, por exemplo, na Feira do Sol, em Goiânia, onde os artistas aproveitam o grande público que visita a feira para divulgar sua música. A feira chega, inclusive, a revelar novos talentos.

O curioso nesta história é como algumas pessoas que se despontaram pela verve artística, mas ao chegar aos cargos onde poderiam criar oportunidades para seus parceiros da arte, ignoram. A desculpa é sempre a mesma: falta de recurso, mas isso se acontece mesmo em casos em que não há necessidade de nenhum investimento financeiro, como é o caso da Feira de Artesanato que, se não dá mais para pagar o cachê ao artista, como era feito anos antes, pelo menos priorizasse seu trabalho no som mecânico, que não tem custos.

Parece que tinha razão quem disse que, em vez de cidade da arte da cultura, Montes Claros é mesmo a cidade dos tolebas.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Norte de Minas

Artesanato movimenta economia na zona rural do Norte de Minas

 Doze mulheres da comunidade de Jatobá no município de Coração de Jesus, recebem até o dia 17 de dezembro, o curso Artesanato de Fibras Naturais, realizado numa parceria entre o Sindicato dos Produtores Rurais e Senar Minas.

A demanda pela realização de cursos de Artesanato em Fibras Naturais no Norte de Minas, vem crescendo muito, segundo os Sindicatos de Produtores Rurais, associações e cooperativas conveniadas ao Senar. A procura é maior por parte das trabalhadoras e produtoras rurais que buscam uma fonte de renda.

A procura por artigos artesanais para decoração também vem crescendo, principalmente por lojas de decoração. E os lojistas que se interessam pelas peças artesanais estão cada vez mais exigentes com a qualidade dos produtos, portanto, manter um nível de qualidade na produção é um fator importante para o sucesso, segundo a instrutora Guiomar Mendes.

Conforme a instrutora, a matéria-prima escolhida para a produção deve ser encontrada com facilidade na sua região, pois isso diminui os custos de produção e fideliza o produto à localidade onde é produzido.

TÉCNICAS
No curso as alunas aprendem a produzir peças usando a palha de milho, fibra de bananeira, folhas e flores, sementes, dentre outras. Ainda segundo a instrutora Guiomar, as mulheres além de ganharem seu próprio dinheiro, também recuperam a auto-estima e descobrem o espírito empreendedor. Dentre os artigos produzidos no curso estão: mandalas, cestos de pão, arranjos de flores, balaios, luminárias, embalagens de presentes, dentre outros.

A valorização das fibras naturais é um processo muito importante, pois agrega valor ao produto. No Norte de Minas, tem a bananeira, cocos macaúba e catulé, variados tipos de plantas do cerrado e caatinga, dentre outros, tudo em abundância, fonte de matéria prima constante para o artesanato.

Certamente essa atividade acaba por gerar trabalho e garantir sustento a um grupo considerável de pessoas, ajudando também a economia da região. O Brasil é o maior produtor mundial e também o maior consumidor do artesanato feito a partir da fibra, o que constitui uma fonte permanente de renda familiar para os artesãos e para o País.











segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Grupo de Teatro Fibra

Major Prates recebe turnê expresso sertão IV

Grupo fibra encerrou na noite deste domingo a turnê com o espetáculo Brincando de Brincar

Neste domingo, 12/12, crianças, adolescentes e até adultos, moradores do Grande Major Prates, viveram um momento mágico, com a apresentação do espetáculo Brincando de Brincar, do Grupo Teatro Fibra.

A apresentação aconteceu na praça central do bairro, em frente à Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida e São Francisco de Assis, marcando o encerramento da temporada da caravana do Expresso Sertão 2010 que neste ano visitou as cidades de Joaquim Felício (04/09), Bocaiuva (22/10), Francisco Dumont (06/11), Augusto de Lima (27/11) e Lassance (28/11).

A apresentação gratuita mobilizou a comunidade do bairro que aproveitou a oportunidade para colocar as barraquinhas com venda de refrigerantes e guloseimas da culinária norte-mineira. Parte da renda será revertida para a reforma da igreja Matriz de Montes Claros.

- Foi uma grande apresentação. O povo montes-clarense é muito receptivo e apresentar aqui foi tão bom quanto nas cidades onde passamos com a turnê – avalia Terezinha Lígia, responsável pela concepção e direção do grupo de teatro Fibra.

Lucílio Gomes, ator, dançarino e diretor teatral que assina as coreografias, diz que o espetáculo Brincando de Brincar já rendeu bons frutos.

- O espetáculo canta histórias em quadros, ora interpretados, ora coreografados, com passos legítimos de danças populares brasileiras. Com ele, o grupo Fibra já arrebatou o prêmio Artes Cênicas do Estado de Minas Gerais (Cena Minas) e o Projeto Cena e Atitude, patrocinado pela V&M do Brasil, comemora.

VEM VER BOI
Além da turnê, este ano a agenda do grupo Fibra também incluiu o espetáculo Vem Ver Boi, com apresentação em Lagoa Santa (14/09) e Belo Horizonte (14/11).

Após a apresentação nestas cidades, o grupo Teatro Fibra entra em recesso.

- Mas voltará em 2011 com novidades. É aguardar. Estamos precisando deste período para descansar e recuperar as forças para as novas aventuras que virão no próximo ano - finaliza Terezinha Lígia.

FEC

Fundo Estadual de Cultura lança edital 1010


O edital 2010 do Fundo Estadual de Cultura (FEC) já está com as inscrições abertas. O prazo para apresentação de projetos pela modalidade “Liberação de Recursos Não Reembolsáveis” vai até 8 de fevereiro de 2011. Já para o “Financiamento Reembolsável”, as inscrições podem ser feitas entre os dias 1º e 10 de cada mês, até a publicação do próximo edital, em 2011.

A quinta edição deste mecanismo de fomento da secretaria de estado de Cultura de Minas Gerais apresenta algumas mudanças que visam à aprimoração das ações, como alterações expressivas em seus instrumentos legais. Assim, a entidade que não tiver no Estatuto, Contrato Social ou Contrato Consolidado o caráter prioritariamente cultural poderá apresentar projetos, desde que os objetivos e as ações propostas sejam estritamente artístico-culturais.

O FEC continua representando, cada vez mais, um importante mecanismo de fomento e incentivo à cultura ao apoiar projetos que, tradicionalmente, encontram maiores dificuldades de captação de recursos no mercado. Os projetos aprovados vão desde a edição e distribuição de livros, edição de DVDs, produção de CDs, à construção e reforma de cinemas e compra de equipamentos para estúdio musical e preservação e divulgação do patrimônio histórico e cultural.

DESENVOLVIMENTO CULTURAL
Presente em todas as regiões do Estado, o FEC confirma sua relevância em prol do desenvolvimento cultural mineiro, já que mais de 86% dos projetos aprovados foram apresentados por entidades do interior. Desde 2006, ano de sua criação, foram disponibilizados cerca de R$ 28 milhões para a modalidade “Liberação de Recursos Não Reembolsáveis”, contemplando 397 projetos em 177 municípios.

QUEM PODE SE INSCREVER
Na modalidade “Liberação de Recursos Não Reembolsáveis”, podem se inscrever, exclusivamente, as entidades de direito público (prefeitura ou fundação de natureza cultural vinculada à prefeitura) ou pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos, com objetivo e atuação culturais, que apresentem projetos artístico-culturais.

Na categoria “Financiamento Reembolsável”, podem se inscrever as pessoas jurídicas de direito privado, com ou sem fins lucrativos, também com objetivo e atuação culturais, que apresentem projetos que visem à criação, à produção, à preservação, à divulgação de bens, às manifestações culturais no Estado e à realização de investimentos fixos e mistos, inclusive aquisição de equipamentos, relativos a projetos de comprovada viabilidade técnica, social, cultural, econômica e financeira, compatíveis com os objetivos do FEC.

Durante o período de inscrições, os projetos poderão ser enviados pelos Correios ou entregues pessoalmente na Superintendência de Fomento e Incentivo à Cultura da Secretaria de Estado de Cultura, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, Prédio Gerais, 5º andar, Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/nº, bairro Serra Verde, Belo Horizonte, CEP: 31630-901. O edital está disponível no www.cultura.mg.gov.br. Mais informações pelos telefones (31) 3915-2719, (31) 3915-2720 e (31) 3915-2647. (MINC)












quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

ProCultura: Música

Prazo de inscrição para Prêmio de Apoio a Festivais termina neste sábado


Dia 11 de dezembro, próximo sábado, termina o prazo de inscrição para o Prêmio ProCultura de Apoio a Festivais e Mostras de Música de 2010, que distribuirá um total de R$ 5,8 milhões. O valor dos prêmios varia de R$ 25 mil a R$ 200 mil.

O objetivo é incentivar ações culturais que promovam a realização de espetáculos, festivais e mostras nacionais e internacionais de música popular ou erudita, além de atividades de formação, difusão e reflexão na área musical, realizada no Brasil. As inscrições devem ser feitas por meio do sistema SalicWeb – Sistema de cadastramento de propostas culturais na internet, disponível no portal do Ministério da Cultura.

Além desse edital, o Ministério da Cultura divulgou no Diário Oficial da União, no me de outubro, outras duas seleções públicas com a finalidade de estruturar investimentos diretos na música. Juntos, os três editais totalizam R$ 11,8 milhões do Fundo ProCultura de Músca, um dos fundos setoriais do FNC - Fundo Nacional da Cultura.

O  Prêmio de Apoio a Banda de Música reserva R$ 4,5 milhões para a compra de instrumentos de sopro e de percussão. Serão selecionadas 176 bandas de todo o país.

Podem participar conjuntos musicais denominados “Banda de Música”, “Banda Sinfônica”, “Banda de Concerto”, “Banda Musical”, “Banda Filarmônica”, “Sociedade Musical”, com atividades de capacitação à formação de instrumentistas, compostos por pelo menos 15 músicos, e que estejam em funcionamento há pelo menos seis meses.

Do terceiro edital, o Prêmio ProCultura Palcos Musicais Permanentes, poderão participar pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, de natureza privada ou cultural, que possuam teatro, arena, galpão, sala de espetáculos, lona, dentre outros aparelhos culturais com infraestrutura logística e técnica necessária para a realização de espetáculos, concertos ou shows musicais, com pelo menos um ano de atividades permanentes. A capacidade de público dos espaços contemplados não poderá exceder 600 pessoas. O Edital, que terá investimento total de R$ 1,5 milhão, selecionará 15 projetos, e cada um dos contemplados receberá o valor de R$100 mil. (MinC)

Natal

APAE apresenta Auto de Natal nessa quinta-feira
A APAE de Montes Claros apresenta nessa quinta-feira, 09/12, o espetáculo “Auto de Natal – Baile do Menino Deus”. A apresentação acontece na praça de eventos do Montes Claros Shopping Center a partir das 19h, com entrada gratuita. Ao todo 13 alunos participam da apresentação, que é uma adaptação da obra de Ronaldo Correia e Assis Lima.

Foram dois meses de ensaios e muito treinamento. O texto sofreu adaptações para melhor apresentação dos alunos no dia do espetáculo. A história remonta o nascimento de Jesus, onde crianças de uma cidade aguardam atentas para saber em qual casa ocorrerá o seu nascimento. As crianças são guiadas por uma estrela, que indica o local onde Jesus nascerá.

A história foi também regionalizada. Os Três Reis Magos ganharão na apresentação da APAE um toque Norte Mineiro, com os Catopês, Caboclinhos e Marujos. Ao fim as crianças encontram a casa onde Jesus nascerá e fazem uma grande festa.

Cinema

Tropa de Elite 2 é o filme mais visto do cinema brasileiro


Dirigido por José Padilha, “Tropa de Elite 2” já é considerado o filme mais visto da história do cinema brasileiro, com um total de 10.736.995 espectadores acumulado após nove semanas de exibição. As informações foram divulgadas pela assessoria do filme, ontem, 8, e confirmada pelo instituto Filme B.

O longa ultrapassou “Dona Flor e seus dois maridos” (1976), antigo campeão, em 1.470 ingressos vendidos. No total, “Dona Flor” foi visto por 10.735.525 de pessoas. Em cartaz desde outubro deste ano, “Tropa 2” se mantém nos cinemas com 331 cópias.

De acordo com Marco Aurélio Marcondes, responsável pela distribuição, os números de exibição dos últimos dias ainda não estão completos e vão aumentar.

– Estamos muito felizes. Nas últimas semanas liberamos mais cópias para cidades do interior, como Cruzeiro do Sul, no Acre, e Machado, em Minas Gerais, explica.

Em novembro, o filme de Padilha atingiu a marca de 10 milhões de espectadores e sagrou-se o mais visto em 2010 no Brasil, entre longas nacionais e internacionais. Em Montes Claros, de acordo com uma rede de cinemas instalada em um shopping da cidade, “Tropa de Elite 2” foi recorde de bilheteria, ultrapassando sagas internacionalmente conhecidas como “Crepúsculo” e Harry Potter”.

Continuação do longa de 2007, premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim, “Tropa de elite 2” mostra seu protagonista, o policial do Bope Nascimento (Wagner Moura), combatendo novos inimigos: políticos corruptos e as milícias que agem nas favelas cariocas.

A segunda parte do filme dá um salto de 15 anos em relação à trama original e traz o ex-capitão do Bope, promovido pelo subsecretário da Segurança Pública, também em confronto com um ativista dos direitos humanos, vivido por Irandhir Santos.

“Tropa 2” foi lançado sob forte esquema antipirataria, que inclui instruções do Bope segundo o diretor José Padilha. Além de não ter produzido cópias digitais, somente película, a sessão premiére no Teatro Municipal de Paulínia, no interior paulista, incluía revista em bolsas com apreensão de câmeras e celulares de convidados, além de portas com detectores de metais na sala de exibição.

Segundo o diretor, tanta precaução se referia ao “trauma” sofrido em 2007, quando o filme foi pirateado e se tornou o fenômeno nos camêlos. Estima-se que 11 milhões de pessoas tenham assistido a um DVD pirata do filme antes de sua estréia.

Confira o ranking de público dos 10 maiores filmes do cinema brasileiro

01 Tropa de Elite - Out/10 - 10.736.995

02 Dona Flor e seus dois maridos - Nov/76 - 10.735.524

03 A dama do lotação - Abr/78 - 6.509.134

04 Se eu fosse você 2 - Jan/09 - 6.112.851

05 O Trapalhão nas minas do Rei Salomão - Ago/77  - 5.786.226

06 Lúcio Flávio, passageiro da agonia - Nov/77 - 5.401.325

07 Os dois filhos de Francisco - Ago/05 - 5.319.677

08 Os saltimbancos Trapalhões - Dez/81 - 5.218.478

09 Os Trapalhões na guerra dos planetas - Dez/78 - 5.089.970

10 Os Trapalhões na Serra Pelada - Dez/82 - 5.043.350

Natal reciclado


Enfeites natalinos embelezam bairro da cidade com arte feita através de material reciclável

O bairro São Judas Tadeu recebeu decoração especial de Natal na noite de ontem, 8, com as ações do Projeto “Natal Reciclado. A decoração foi feita na avenida São Judas Tadeu, 638, próximo à linha férrea.

A ideia é decorar praças, avenidas, ruas e prédios públicos utilizando materiais recicláveis, contribuindo assim, com o aumento na renda familiar de 100 pessoas previamente cadastradas e beneficiadas pelo projeto. Os inscritos nas atividades fazem parte da população assistida pelo Bolsa Família.

O projeto que, todo ano, apresenta novas esculturas à cidade e contribui para a preservação ambiental, tem maior abrangência em 2010.

De acordo com Ivonilde Pimenta, chefe de divisão de Desenvolvimento Sustentável e Cidadania, o objetivo é levar a alegria do Natal para os bairros. - Além desta ampliação, as artesãs elevam a auto estima, aprendem sobre empreendedorismo, geração de renda e inclusão social, observa.

Ivonilde ressalta ainda que a inauguração do projeto prepara surpresas.

– Este ano, o projeto é piloto e acontece no bairro São Judas. Nos próximos anos, queremos levar a ideia para vários outros bairros de Montes Claros – ressaltou.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Cinema / literatura

Novas tendências criadas por Harry Potter

Quando o assunto é arte e entretenimento, a sétima arte ainda é a grande propulsora da economia. Prova disso foi o lançamento da nova edição da saga do jovem mago Harry Potter que arrecadou 330 milhões de dólares em vendas globais de ingressos nas bilheterias dos 50 países onde estreou, na semana passada. Os seis filmes anteriores de Harry Potter renderam 5,4 bilhões de dólares em todo o mundo para o estúdio Warner Bros.

Apenas dois filmes até hoje superaram essa marca. Batman - O Cavaleiro das Trevas teve a melhor estreia de todos os tempos - 158 milhões de dólares, em 2008 - e Homem Aranha 3 estreou em 2007 com 151 milhões.

Além do sucesso na telona, a série de best-sellers da autora J.K. Rowling tem outro marco importante: a abertura de novas tendências para o mercado editorial e a formação de novos leitores.

Por todo o mundo, editoras estão desviando o foco para o nicho juvenil motivadas pelas transformações operadas por Harry Potter. São inúmeras as séries de livros publicadas, com títulos que são resultado do espaço aberto no mercado pela autora britânica além de uma série de outros produtos como dicionários, jogos e pop ups inspirados no menino bruxo da escritora britânica.

Motivados pelo mundo mágico de Harr Potter, adolescentes também estão descobrindo o prazer da leitura. Quem começa a ler ou toma gosto por livros com as linhas da J.K. Rowling costuma buscar outros títulos depois de encerrar – ou de reler – a série.
Pesquisas mostram que após a leitura da saga, os adolescentes procuram outros livros que se conectem à sua faixa etária, mas seguem alimentando o hábito de ler até encarar obras para adultos.

No Brasil, a formação do jovem leitor ainda se dá de forma um tanto aristocrática, quando se induz um aluno ou um filho a ler, é Machado de Assis que se oferece a ele. O problema é que essa ideia de introduzir apenas grandes autores não cria hábito de leitura.

Além de não ficar na contramão de seu próprio tempo, o jovem busca na literatura algo que se identifique com ele, então, não há porque não incentivar a leitura por entretenimento até porque a leitura não é um hábito que se perde fácil. Após ler um ou outro livro, fica mais fácil alimentar hábito da leitura e descobrir novos autores. Além disso, obras como Harry Potter tem uma qualidade literária inquestionável.

O hábito da leitura é algo fantástico e, independentemente do estilo literário, o importante é que os jovens leiam. É preciso que famílias e escolas vençam o preconceito contra a leitura por entretenimento e incentive crianças e jovens a descobrir o mundo fantástico dos livros.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

20ª Festa Nacional do Pequi

Aberta 1ª Expocerrado em Montes Claros

Exposição vai até sábado, 27, e faz parte da programação da 20ª Festa Nacional do Pequi


O último sábado, 20, foi marcado pela a abertura da 1ª Exposição de Artes Plásticas – Expocerrado. Com o tema “o cerrado e sua diversidade”, a mostra está exposta em galeria especialmente montada no primeiro piso do Montes Claros Shopping. O evento marcou o início da programação da 20ª edição da Festa Nacional do Pequi.

No total, trinta trabalhos estão expostos e aguardam lance dos visitantes em leilão diferente dos tradicionais. Ao longo da visitação, os interessados poderão preencher uma ficha de arrematação e aguardar o resultado no final do evento, quando serão conhecidos os melhores lances e declarados os compradores.

Para os interessados não ficarem de fora, os curadores adiantam que o formato do leilão aplicado foi a melhor maneira de oportunizar a todos a participação. Ainda de acordo com os organizadores, esta modalidade facilita a compra de boas obras por preços aquém dos praticados no mercado da arte. Se fosse venda normal, a organização teria que obedecer rigorosamente a tabela de preço de cada artista.

A exposição vai até sábado, 27 de novembro, das 10 às 22 horas, com entrada franca. Participam da 1ª Expocerrado na categoria novos talentos Wânia Cristina D’esalira, Osmar Oliva, Lucas Aquino, Alberto Gusmão, Marcos Aurélio Leite, Ângela Fátima Martins, Marcos Philipe Neves, Sônia Souza, Darli Nuza, Stephanie Pirfo. Entre os profissionais estão Sérgio Ferreira, Carlos Araújo, Márcia Prates, Helio Branttes, Geny Tupinambá, Lúcio Saraiva, Andréa Cardoso, Fábio Ribeiro, Márcio Leite, Afonso Texeira, Guilherme Barbosa, Ricardo Pereira, Ângela Laughton e Robin Pintor.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Grupo Teatro Fibra

Francisco Dumont recebe Expresso Sertão IV

O Grupo Teatro Fibra, através do Expresso Sertão IV: 30 Anos de Fibra no Teatro, se apresenta no próximo sábado, 20, às 19 horas, em Praça Pública da cidade de Francisco Dumont, a 115 km de Montes Claros, com o espetáculo “Brincando de Brincar”.

A cidade turística é a terceira a receber o Expresso Sertão IV. A turnê que já se apresentou nas cidades de Joaquim Felício e Bocaiúva, passará também por Lassance e Augusto de Lima. Em Montes Claros a apresentação está marcada para o dia 11 de dezembro, encerrando a turnê.

Sob coordenação geral de Terezinha Lígia, o evento tem como objetivo continuar proporcionando apresentações de qualificação para a população do interior mineiro. “Estamos extremamente satisfeito com a receptividade nas cidades em que visitamos. O Expresso Sertão é um projeto cultural diferenciado que permite à população a possibilidade de assistir a um espetáculo de qualidade e profissionalismo comprovados nestes 30 anos de fibra no teatro”, explica Terezinha Lígia.

Brincando de Brincar
O Espetáculo cênico-musical reúne cantos regionais de domínio público, resultante de pesquisa e de conhecimentos transmitidos pelos mais velhos. Na versão III, a pesquisa se estende e alcança o rico potencial do Vale do Jequitinhonha e se encontra em cartaz desde 2001, com apresentações nas mais diversas regiões do estado de Minas Gerais e em outros estados. O espetáculo é apresentado em quadros: ora interpretados, ora coreografados, com passos legítimos de danças populares brasileiras. A concepção cênica do espetáculo passa pelas linhas; circo, comédia dellárte e farsa.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

24 músicas serão selecionadas para festival em Montes Claros


Com o total de 88 músicas inscritas para o Festival de Música, que acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de novembro, dentro da programação da 20ª edição da Festa do Pequi, a comissão organizadora classificará apenas 24 músicas para participar do evento.

O festival, que chega à sua sétima edição desde 1993, será realizado, pela segunda vez, no estacionamento do Terminal Rodoviário de Montes Claros. No total, R$10 mil em prêmios serão distribuídos para os três primeiros lugares e, ainda, o melhor intérprete e o melhor arranjo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Arte para todos

Mercado municipal de Janaúba se transforma em teatro italiano


Com apresentação gratuita, a Ditarso Companhia de Dança resgata alguns dos principais mitos da região


O Mercado Municipal de Janaúba será transformado em um grande teatro italiano para receber a turnê que a Ditarso Companhia de Dança realiza no Norte de Minas. Nesta quarta, dia 03, às 19 horas, a população da cidade poderá assistir gratuitamente ao espetáculo de dança “Noitencantada” que resgata alguns dos principais mitos da região, como o Caboclo D água e a Mula-sem-cabeça.

Segundo o coreógrafo e diretor da companhia, Paulo Di Tarso, o objetivo é oferecer aos nortemineiros uma oportunidade de vivenciar uma experiência artística de qualidade e transformar locais de uso público em espaços de cultura. “Realizar uma apresentação de espetáculo de dança no Mercado Municipal é uma iniciativa que promoverá a democratização da cultura na região”, observa di Tarso.

Paulo di Tarso explica que o projeto prevê a consolidação do circuito cultural nortemineiro idealizado pela Ditarso Companhia de Dança em 2006 com o objetivo de tornar acessíveis à população da macrorregião bens artísticos gerados em Montes Claros. “O eixo principal é a realização de apresentações gratuitas de um espetáculo infanto-juvenil de dança em 06 cidades da região, cujo perfil revela uma carência de ações culturais, mais especificamente de artes cênicas. Além das apresentações, o projeto prevê a realização de oficinas de arte que possam contribuir com o desenvolvimento dos artistas e arte-educadores locais”, explica.

Nesta edição do projeto, a turnê inclui as cidades de Bocaiúva, Brasília de Minas, Capitão Enéas, Francisco Sá, Janaúba e Januária.

Parceria
Com o apoio do da Lei Estadual de Incentivo à Cultura/MG e do Programa BNB de Cultura, a Ditarso Companhia de Dança realizou, em 2006/2007, uma turnê por oito cidades do Norte de Minas apresentando gratuitamente o espetáculo infantil de dança “Pedro e o Lobo”.

As apresentações foram realizadas em um teatro italiano montado em praças públicas com todos os equipamentos necessários a espetáculos cênicos. Através da parceria com as secretarias municipais de educação e cultura das cidades contempladas, segundo Paulo, foi possível estruturar uma rede com todos os estabelecimentos de ensino fundamental do âmbito público e particular.

Os alunos desses estabelecimentos receberam estímulos na forma de informação e atividades que os prepararam para assistir ao espetáculo. As crianças, por sua vez, repassaram esse estímulo para familiares e vizinhos, ampliando a abrangência da comunicação. Como resposta a esta estratégia, 18 mil pessoas assistiram às apresentações realizadas pelo projeto.

Noitencantada
Os resultados dessa turnê incentivaram a elaboração de um novo projeto que, além de dar continuidade a este diálogo cultural, valorizasse aspectos culturais específicos da região. Desta forma, a Ditarso Companhia de Dança criou um novo espetáculo, também direcionado ao público infanto-juvenil intitulado “Noitencantada”.

"O roteiro do trabalho cênico nasceu de uma pesquisa bibliográfica realizada por um antropólogo sobre teoria antropológica e folclórica do Norte de Minas. Esta pesquisa nos aproximou de relatos coletados em 1912 pelo folclorista nortemineiro Manoel Ambrósio, e publicados em 1937 com o título 'Brasil Interior', formando um material simbólico que abrange os principais saberes e tradições da região de Januária, às margens do Rio São Francisco. Esses mitos e lendas que preenchem o imaginário do sertanejo nortemineiro compõem o principal argumento do novo espetáculo que, além dos códigos da dança, agrega outras linguagens cênicas e tecnologias", explica Paulo.

As apresentações do espetáculo serão realizadas nos ginásios poliesportivos, praças, rodoviárias e mercados das cidades, o que proporcionará maior acessibilidade ao público, revitalizando as parcerias firmadas com os estabelecimentos de ensino infantil e fundamental das cidades. "Dessa forma, além da distribuição de peças gráficas para os estudantes, as escolas parcerias poderão desenvolver atividades que resgatem as lendas e crendices da nossa cultura, possibilitando desdobramentos do projeto", completa Di Tarso.

Também serão realizadas oficinas para artistas e arte-educadores de algumas das cidades nos dias que antecedem as apresentações. Srgundo Paulo Di Tarso, o objetivo é a transferência de conhecimentos relacionados ao fazer artístico, seja ele no âmbito profissional ou amador.

“Acreditamos que este projeto terá um impacto maior que o anterior, uma vez que os vínculos necessários para sua execução já estão construídos. Além disso, essa turnê tem como diferencial a apresentação de um espetáculo baseado nas raízes culturais do público alvo, propondo assim um resgate da memória da região”, avalia Paulo.

Di Tarso Companhia de Dança

10 anos dançando em defesa da cultura nortemineira

Em 2001, o bailarino e coreógrafo Paulo di Tarso (foto) reuniu um grupo de artistas de sua cidade natal- Monte Claros (MG)-para criar o espetáculo infantil Pedro e o Lobo. A peça de dança-teatro é uma livre adaptação do poema sinfônico de Prokofiev e ficou dois anos em cartaz. O êxito do projeto foi a mola propulsora para a organização destes artistas como um grupo estável.

Em agosto de 2003 nasce a Ditarso Companhia de Dança, com a estréia de “Três dias antes, três dias depois”, um espetáculo de dança-teatro inspirado no Mito do Andrôgeno. Com este espetáculo, o grupo iniciou a busca pela sua identidade artística, afirmando desde o início o interesse pelos públicos infantil e adulto. Paulo di Tarso assumiu o cargo de diretor e coreógrafo residente do grupo assinando todos os trabalhos desde sua fundação.


Em 2004 duas novas obras entraram para o repertório da companhia. A primeria, "Cantos de Lá", com música do grupo portugues Madredeus, é uma proposta estética fundamentada no balé mas com uma composição coreográfica contemporânea. A segunda obra, GYNECO, com música de Philip Glass, Mário Vaz de Melo e UAKTI apresenta uma revisão da composição coreográfica de Cantos de La, agora com um vocabulário contemporâneo. Estas duas peças, com estéticas distintas, são na verdade complementares e, por isso, são apresentadas no mesmo programa.

Para dar sustendo ao seu desenvolvimento artístico a companhia investiu em cursos de gestão cultural e assessoria jurídica. Dessa forma, a partir de 2006, passa a atuar como uma Associação Cultural e a utilizar de maneira efetiva os benefícios das leis de incentivo. Sua primeira ação incentivada foi uma turnê por 08 cidades de pequeno porte da macro-região do Norte de Minas, apresentando gratuitamente um espetáculo infantil de dança.

Desde então, a Ditarso Companhia de Dança está comprometida com a região onde está inserida e com a democratização cultural do norte de Minas Gerais. Em 2006 e 2007, esta turnê foi selecionada nos editais do Programa BNB de Cultura, que promove o desenvolvimento cultural do semi-árido.

Em 2008 foi contemplado pelo Fundo Estadual de Cultura com um projeto de circulação por cidades polo de Minas Gerais, apresentando gratuitamente o espetáculo “Três dias antes, três dias depois” para alunos do ensino médio da rede pública de São João Del Rei, Varginha, Viçosa e Uberaba.

Com a turnê, a companhia pode mostrar seu trabalho em locais onde a dança contemporânea mineira está em efervescência e dialogar com outros grupos. Como desdobramento desta turnê, recebeu o convite para participar do 23º Inverno Cultural de São João Del Rei. Além de apresentar espetáculos, a Ditarso Companhia de Dança ofereceu oficinas que tratam da biomecânica da dança, uma abordagem científica do movimento com o objetivo de zelar pela saúde dos bailarinos.

Ainda em 2008, a companhia recebeu o Prêmio Cena Minas do Governo de Estado de Minas Gerais, COPASA e Instituto Sérgio Magnani. Com este recurso realizou uma temporada de apresentações gratuitas do espetáculo Pedro e o Lobo para 4.500 alunos da rede pública de ensino fundamental de Montes Claros.

As apresentações aconteceram em 2009 no Centro Cultural da cidade em horário letivo, de forma que as crianças deslocavam das suas escolas para o teatro acompanhadas de professores e supervisores. Ainda em 2009 foi novamente contemplado pelo Fundo Estadual de Cultura com a extensão do projeto do ano anterior; uma turnê que em 2010 percorrerá Ipatinga, Itabira, Juiz de Fora e Araxá.

Em 2010, a Ditarso Companhia de Dança investiu na criação de um novo espetáculo infantil, desta vez baseado no imaginário norte mineiro. Buscou na obra do folclorista Manuel Ambrósio os mitos que habitavam as margens do Rio São Francisco no início do século 20 para criar “Noitencantada”. Com música de Elgar, esta obra reaviva velhas tradições, quase desconhecidas pelas crianças de hoje. Este espetáculo, premido pelo Programa BNB de Cultura de 2008 circulará por seis cidade próximas a Montes Claros com apresentações gratuiras para toda a população.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Eleições Unimontes

Comunidade acadêmica vai  às urnas para composição de listas tríplices para reitoria da Unimontes



 

Nesta quinta-feira (4/11), serão realizadas as eleições diretas para a composição das listas tríplices para os cargos de reitor e vice-reitor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) – Gestão 2011/2014. A votação será no horário das 8 às 22 horas, no campus-sede, nos 11 campi do Norte de Minas, Noroeste e Vale do Jequitinhonha, além das demais unidades em Montes Claros e no escritório de representação em Belo Horizonte.

Concorrem ao cargo de reitor da Unimontes os professores João dos Reis Canela, Itagiba de Castro Filho e Otoni Caribé da Cunha. Os candidatos a vice-reitor são os professores Maria Ivete Soares de Almeida, Rômulo Soares Barbosa e Tânia Marta Maia Fialho.

De acordo com as regras do processo eleitoral, o voto na universidade é paritário: professores (peso de 70%), servidores técnico-administrativos (15%) e acadêmicos (15%), Após a apuração dos votos pela Comissão Eleitoral, na próxima terça-feira (9/11), o Conselho Universitário vai se reunir para homologar o resultado.

Logo em seguida, as listas tríplices para reitor e vice-reitor serão encaminhadas ao governador do Estado, para a nomeação dos futuros dirigentes da instituição que deverá acontecer até 4 de dezembro, quando termina a atual gestão do reitor Paulo César Gonçalves de Almeida.

Ao todo, estão aptos a participar do processo eleitoral cerca de 13,2 mil pessoas, sendo que 1,4 mil professores, 1,3 mil funcionários técnico-administrativos e 10,5 mil alunos regularmente matriculados nos cursos de graduação, de pós-graduação (Lato sensu e Stricto sensu) , de educação profissional de nivel técnico, presenciais e a distância. Cada professor, servidor técnico-administrativo ou aluno deverá votar na respectiva unidade onde é lotado.

Locais de Votação
No campus-sede, as seções de votação serão instaladas nos prédios dos centros de ensino (1, 2, 3 e 6), na Biblioteca Central Professor Antonio Jorge (prédio 4) e na sede da Reitoria (prédio 5). Ainda em Montes Claros, haverá urnas no Hospital Universitário Clemente de Faria, Policlínica Doutor Hermes de Paula e no Centro do Ensino Médio e Fundamental (CEMF).

A votação também acontecerá nos campi de Almenara (Vale do Jequitinhonha), Bocaiúva, Brasília de Minas, Espinosa, Janaúba, Januária, Pirapora, Salinas e São Francisco (Norte de Minas) e Paracatu e Unaí (Noroeste), além do Núcleo de Joaíma (Vale do Jequitinhonha) e do Escritório de Representação da Unimontes em Belo Horizonte.

Os candidatos a reitor e vice-reitor concorrem indistintamente, sem a formalização de chapas. Porém, os nomes deles vão aparecer na mesma cédula. Haverá uma diferenciação de cédulas por cores, por cada categoria: rosa (professores), branca (alunos) e azul (servidores técnico-administrativos).

Pelas regras do processo eleitoral (definidas pelo Conselho Universitário), aqueles que tiverem mais de um cargo na instituição – professor e servidor técnico-administrativo -, deverão votar uma única vez, prevalecendo a categoria de maior peso.

A apuração dos votos será feita nesta sexta-feira (5/11), a partir das 8 horas, no auditório Mário Ribeiro da Silveira (prédio 6 do Campus Universitário).

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Lorenzo Fernandez

Semana da Cultura abre comemorações dos 50 anos do CELF

Começa no dia 02 de novembro a programação cultural do maior conservatório da América Latina. O evento faz parte da XXIII Semana da Cultura do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez (CELF) e será aberta a participação gratuita de toda a comunidade local e regional.

A abertura oficial será no dia 04 de novembro, às 20h30min, no auditório Cândido Canela, do Centro Cultural Hermes de Paula. No local, ainda será apresentada a nova logomarca e o carimbo comemorativos aos 50 anos da fundação do conservatório.

Segundo a direção do CELF, a Semana da Cultura foi criada para proporcionar eventos de boa qualidade, bem como mostrar o trabalho que é desenvolvido pelos alunos e professores do Conservatório.

“Sempre que possível, trazemos artistas de outras cidades para realização de palestras, apresentações, recitais, concertos, master class e oficinas abertas ao público. A Semana da Cultura acontece sempre no início de novembro, em comemoração ao aniversário do patrono Oscar Lorenzo Fernândez, comemorado no dia 04”, informa a diretora Iraceníria Fernandes da Silva.

Programação
Neste ano, o Conservatório dará início às comemorações dos seus 50 anos. E na programação, no dia 02, será realizado um Concerto de Canto e Piano com o músico Joaquim de Paulo do Espírito Santo, de São Paulo, que, na oportunidade ministrará master class para professores e alunos do Conservatório e da Unimontes.

Na programação acontecerão, ainda, concertos com a Orquestra Sinfônica de Montes Claros, apresentações de instrumental, serestas, corais, grupo de dança, teatro, oficinas, mostras de artes, dentre outras atividades culturais nos auditórios do Conservatório e do Centro Cultural Hermes de Paula. “É importante ressaltar que todos os eventos da semana erão com entrada franca”, observa Iraceníria.

50 anos do CELF

Em Minas Gerais existem 12 conservatórios estaduais. A grande maioria está localizada no Sul do Estado, sendo o de Montes Claros, o único no Norte de Minas. “Isso redobra a sua importância e responsabilidade, uma vez que atendemos a clientela da cidade e de toda região. Somos um pólo irradiador de cultura, preocupamos em realizar da melhor forma possível e dentro das nossas possibilidades, ações e metas. Além da formação artístico-musical do aluno, levamos a toda sociedade eventos de boa qualidade, preocupando assim, com a formação de um público cativo, aprimorando seu gosto musical, além, é claro, de valorizar e mostrar o trabalho dos alunos e professores. As parcerias nos possibilitam um intercâmbio de ações inclusivas norteadoras do saber artístico, da democracia e acesso de todos à arte e a cultura. O conservatório tem como função provocar a reflexão do ser humano, através da sensibilização e da emoção. Afinal, o verdadeiro papel da arte é promover a inquietação para uma possível mudança. Hoje, com quase meio século, uma história de lutas e conquistas, sentimo-nos recompensados pelo apoio de toda sociedade que valida sempre nossas ações”, finaliza a diretora do CELF.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Teatro

Grupo ArtEcena estreia espetáculo em Montes Claros

Neste fim de semana, o grupo de teatro ArtEcena estréia a peça “O Cemitério das Loucas”, comédia baseada em fatos ocorridos no primeiro cemitério católico de Montes Claros, nos anos de 1851, então localizado onde atualmente é a Catedral de Nossa Senhora Aparecida.

A peça está em cartaz no Centro Cultural Hermes de Paula, nos dias 29 e 30 de outubro, sexta-feira e sábado, às 20 horas.

O Texto é de Dario Cotrim e Direção de Haroldo Soares e com o grupo ArtEcena.

Os ingressos serão vendidos no local do evento no valor de R$ 10,00 (dez reais).

Big Band Dionízica

Montes Claros vive noite Dionízica


Sob a coordenação e regência do músico e professor Marcelo Andrade, a Big Band Dionízica revela entrosamento e harmonia, equilibrando a leveza e movimento da música brasileira com o swing performático do jazz, mostrando que música não é o que se toca, mas sim como se toca.


No próximo dia 06 de novembro, a noite montesclarense será embalada pelos acordes vibrantes do jazz, ao som da Big Band Dionízica, que se apresenta às 20 horas, no Ibituruna Shopping Center.

Lembrando as primeiras big bands que surgiram nos Estados Unidos em meados dos anos trinta do século passado, resultado do melting pot emigratório europeu e africano ocorrido em anos anteriores, a Big Band Dionízica assumiu o risco de tocar o jazz no seu melhor estilo, com repertório que incluiu pérolas como Over the Rainbow (de Harold Arlen e arranjos de Dave Wolpe); Beatriz (Edu Lobo); a sensual The Pink Panther (de Henry Mancini, com arranjo de Roy Phillippe); Água de Beber (de Tom Jobim e Vinícius de Morais com arranjo de Mauro Rodrigues), Fly me To The Moon (de Bart Howard, com arranjo de Sammy Nestico), Mission: Impossible Theme (de Lalo Schifrin e arranjo de Roger Holmes), entre outros clássicos.

Sob a coordenação e regência do músico e professor Marcelo Andrade, o grupo formado por alunos do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandez revela entrosamento e harmonia, equilibrando a leveza e movimento da música brasileira com o swing performático do jazz, mostrando que a música não é o que se toca, mas sim como se toca.

Como nenhuma apresentação de música instrumental está completa sem um momento de improviso, os acordes do saxofone de Marcelo Andrade prometem prender o fôlego dos atentos e desavisados. O som do menino-prodígio é sempre marcado por suspense e alívio, cadenciados por silêncio e sons, numa leitura musical singular e instantânea que o sagrou unanimidade.

A cozinha da Big Band Dionízica é comandada pelo contrabaixo de Pablo Barata, piano de Maria Lucia Avelar, percussão de Gladson Braga e Bateria de André Wanveler Rosa que faz cama macia e perfeita para os sopros de Antônio Jorge Soares Neto, Luciano Cândido Sarmento, Ildeilson Meireles, Daniel Gonçalves de Oliveira, Armando Mardem de Barros, Rodrigo Prates de Almeida, Kollek Pereira da Silva, Ananias Soares Neto, Eliel Lemos Cardoso, Itamar Dantas, Jefferson Rafael Silva, Filippe Dantas Rocha, André Wilson Nazareth Veloso, Marcos Alexander dos Santos e Kollek Pereira da Silva, combinando sofisticação e versatilidade, típicas do jazz, mas com um olhar com jeito de Brasil.

Marcelo Andrade

O som inconfundível do músico é absolutamente necessário para representar os valores culturais de Montes Claros, tão enaltecidos em todo mundo.

O bom gosto pela música ele herdou do pai. Aos 7 anos de idade começou a estudar piano logo passando para o sopro, pela afinidade intuitiva, e desde cedo foi construindo o caminho que lhe permitiu tornar-se referência para os músicos com quem dividiu palco e para os que o adotaram como mestre.

Estudou flauta e sax na Universidade Federal da Bahia, dando continuidade em Minas Gerais, e graduou-se em Bacharel em Licenciatura no Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro, tendo como professores nomes como Mauro Senise, Daniel Garcia, Dejan Presicek, Odette Ernest Dias, Antônio Carrasqueira e Lena Horta.

Mas a intimidade entre Marcelo Andrade e música transcende a formação acadêmica. É como se um fizesse parte do outro. Ao vê-lo tocar têm-se a impressão de que o instrumento é uma extensão de seu corpo, sax ou flauta. Mas seu som é mais difícil de descrever, porque ele não segue os padrões, a cartilha da academia. A profundidade musical vem antes de tudo. Aliás, a teoria serve para isso: aflorar potencialidades. Mas sua genialidade inata o coloca à frente de seu tempo.

O espetáculo da Big Band Dionízica confirma isso. Marcelo diz ter formado o grupo por acreditar no potencial dos alunos e dos músicos, por isso, como professor, vem se dedicando ao trabalho e organização para a formação de grupos ligados a sopros de modo geral. Segundo ele, a idéia é a formação de grandes e pequenos grupos instrumentais, dentro e fora da escola, executando repertório variado, que inclua MPB, clássicos do cinema, jazz e música folclórica.

O resultado, a Big Band Dionízica, é uma releitura de si mesmo: fusão de gêneros, versatilidade e improviso em perfeito equilíbrio.

Além de professor, Marcelo é um instrumentista requisitado e atuante. Já participou de festivais, shows e gravações com vários artistas, compositores e instrumentistas de renome nacional e internacional como Paulinho Pedra Azul, Beto Guedes, Toninho Horta, Yuri Popoff, Wagner Tiso, Saulo Laranjeira, Weber Lopes, Juarez Moreira, Mauro Rodrigues, Grupo Feijão de Corda, Marku Ribas, Robertinho Silva, Alberto Continentino, Beto Lopes, Jota Quest, Cliff Korman, Roberto Sion, entre outros.

A expressão performática criada e sustentada pelo improviso de Marcelo Andrade torna seu som inconfundível e absolutamente necessário para representar os valores culturais de Montes Claros, tão enaltecidos em todo mundo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Psi Poético 2010

Confira os homenageados da 24º edição do Psiu Poético

A cada edição, o Psiu Poético rende homenagem a poetas que se destacam no cenário nacional. Neste ano, o Salão vai além da poesia e também homenageia importantes nomes ligados ao cinema, cuja obra revela a cultura brasileira com uma surpreendente contemporaneidade poética. Confira os nomes:

Carlos Alberto Prates Correia

O cineasta cresceu em Montes Claros e, depois, se mudou para Belo Horizonte, onde começou a trabalhar como crítico de cinema no jornal Diário de Minas. O diretor iniciou sua carreira cinematográfica em 1965, como responsável pela continuidade no longa-metragem “O Padre e a Moça”, de Joaquim Pedro de Andrade. Logo após as filmagens, Carlos Alberto fundaria, com outros amigos aficionados por cinema, o CEMICE - Centro Mineiro de Cinema Experimental. Em 1970 realizou seu primeiro longa, “Crioulo Doido”, filmado na cidade histórica de Sabará. Depois desse filme, Carlos Alberto, além de trabalhar como produtor em vários filmes se tornou um dos mais importantes e premiados diretores do cinema brasileiro. Ele acabou de restaurar e reeditar seus filmes deverá lançar, em breve, uma caixa de DVDs com o resultado deste trabalho.

Rogério Salgado nasceu em Campos dos Goytacazes(RJ), mas, em 1980, mudou-se para Belo Horizonte/MG. Em 1983 criou, com Ecivaldo John e Virgínia Reis, a revista “Arte Quintal”, um dos mais importantes veículos culturais da época. Em 1993 criou o projeto “In/Sacando a Poesia”, que consistia em colocar poemas dentro de saquinhos de embalar pães nas padarias, recebendo, pelo projeto, o prêmio Capital Nacional-Categoria Poesia, em Aracaju/SE, em 1998. Em 2000 foi editor e orientador de pesquisa do livro “Uai Poético - pesquisando as raízes e veias poéticas”, de Virgilene Araújo, uma reunião de poetas atuantes na capital mineira. Neste mesmo ano, criou, com Wal Souza e outros poetas, o “Sarau da Lagoa do Nado”, dando inicio a efervescência poética que iria crescer nos próximos anos na capital mineira. É idealizador e realizador, junto com Virgilene Araújo, do “Belô Poético”, encontro nacional de poesia de Belo Horizonte, e “Poesia na Praça Sete”, já em sua 3ª edição.

Mano Melo

No cinema, participou de dezenas de filmes, curtas e longas metragens. Na televisão, teve participações em várias minisséries e telenovelas da Rede Globo. No teatro, interpretou várias peças em dezenas de espaços e eventos por todo o país. Como poeta, além de seu trabalho individual, fez parte do grupo de poesia “Ver o Verso”, junto com Pedro Bial, Alexandra Maia e Claufe Rodrigues, e do projeto “Poesia faz escola”, uma série de dez recitais em diversas cidades do estado do Rio de Janeiro, para alunos de segundo grau das escolas públicas estaduais.

Osmir Camilo é fundador da ONG Lesma, formado em Designer, escritor, declamador e ator. Criador e coordenador do evento “Abril Poético”, que promove uma séria de intervenções envolvendo eventos literários, culturais e esportivos em mais de 10 cidades, nas regiões do Alto Paraopeba e Alto Piranga, alternando ano a ano.




Luiz Roberto Zanotti faz parte dos projetos “Poéticas da ruptura: linguagens dramáticas e cênicas do contemporâneo (Uniandrade)”, “Intermídia: estudos sobre a Intermidialidade (UFMG)”, "Cesh - Centro de Estudos shakespereanos”, “Dramaturgia, tradição e contemporaneidade da Abrace”, e projeto “Novos Autores”, do Núcleo de dramaturgia do Sesi. Na área artística atua como diretor teatral, dramaturgo, compositor e escritor.

Vera Lúcia Veríssimo de Souza, professora montesclarense, participa do Psiu Poético desde 1993 e, em 2007, lançou o livro “Cachoeiras de Emoções”.