sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Comunidade Brejo dos Crioulos

Vencendo pela pressão
Presidenta assina decreto que beneficiará 500 famílias do quilombo Brejo dos Crioulos


Presidenta Dilma Rousseff recebe reresentantes do quilombo
 Brejo dos Crioulos e assina decreto que beneficiará 500 famílias
A presidenta Dilma Rousseff assinou, nesta quinta-feira, 29/9, decreto que permitirá, para fins de interesse social, desapropriações de imóveis rurais abrangidos pelo território do quilombo Brejo dos Crioulos, situado nos municípios de São João da Ponte, Varzelandia e Verdelândia, no Norte de Minas Gerais. Com as desapropriações, as famílias quilombolas receberão a posse das terras. O decreto foi assinado no Palácio do Planalto, na presença de representantes dos quilombolas e do ministro-chefe da Secretaria-Geral, Gilberto Carvalho.

- É com muito prazer que eu assino, pois é um ato de justiça com vocês. Espero que essa assinatura contribua para uma vida melhor para todos vocês - afirmou a presidenta Dilma.

Segundo o texto, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) fica responsável por promover e autorizar as desapropriações, além de apurar administrativamente e examinar a situação dos imóveis objetos da ação. O decreto abrange apenas propriedades rurais particulares, excluindo-se as áreas públicas, ocupadas irregularmente.

O território previsto no decreto abrange uma área de 17.302 hectares, onde residem cerca de 500 famílias remanescentes de quilombos. A norma entra em vigor a partir desta sexta-feira (30/9), data em que será publicada no Diário Oficial da União, e terá validade de dois anos.

ANTIGA REIVINDICAÇÃO
O quilombola João Pinheiro de Abreu, líder comunitário em Brejo dos Crioulos, salientou que o decreto é o atendimento a uma antiga luta da comunidade. Ele afirmou que a assinatura é uma conquista para a população, que a partir de agora irá monitorar e cobrar sua execução.

- Tenho que dizer para os meus companheiros nunca desistirem da luta, porque a gente tem um governo sério. Vamos levar daqui uma resposta boa ao nosso povo - declarou.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A luta continua

Quilombolas continuam acampados sem resposta do governo


Os quilombolas acreditam que a assinatura do
decreto diminuirá os conflitos

Os quilombolas da Comunidade Brejo dos Crioulos, Norte de Minas, continuam acampados em frente ao Palácio do Planalto, à espera de uma resposta do governo e, nesta quinta-feira, ganharam o reforço de quilombolas vindos dos estados da Bahia e do Maranhão, que participaram de uma audiência na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara de Deputados.

Após o início da manifestação, na quarta-feira, 28, o secretário nacional de Articulação Social da secretaria-geral da Presidência, Paulo Maltos, garantiu que os quilombolas seriam recebidos pelo ministro da secretaria-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, às 17horas, o que não aconteceu.

Os quilombolas temem que, ao contrário das promessas, o decreto não seja assinado e que o processo, que já dura longos 12 anos, continue se arrastando indefinidamente.

- Queremos a assinatura do decreto, mas também queremos a garantia de que será preparado um orçamento para fazer a desintrusão do nosso território - reivindica José Carlos Oliveira Neto, uma das lideranças quilombolas presentes na manifestação.
A preocupação de José Carlos procede. A luta pelo território tem se acirrado nos últimos meses. No sábado, 24/09, famílias foram expulsas da terra por 30 homens encapuzados e armados, apesar de denúncias terem sido levadas à Policia Militar de Minas Gerais e à Ouvidoria Agrária Nacional. No mês de agosto, uma das lideranças sofreu uma tentativa de assassinato. Os quilombolas acreditam que a assinatura do decreto diminuirá os conflitos.


Os manifestantes se acorrentaram em frente ao
Palácio do Planalto desde a última quarta-feira


Além da exigência da assinatura do decreto de desapropriação do território, os quilombolas de Brejo dos Crioulos estão, em conjunto com cerca de 200 quilombolas e indígenas de todo o país debatendo sobre a ADIN 3239 e sobre a desapropriação de terras para comunidades quilombolas.

As audiências têm o objetivo de debater as ameaças que o Decreto 4887/2003 (que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos) tem sofrido.

O dispositivo, que significou um avanço para o processo de titularização das terras de comunidades quilombolas, tem sido ameaçado por Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin 3239) impetrada pelo partido Democratas (DEM) e pelo Projeto de Decreto Legislativo (PDL 44/07), do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), que susta os efeitos do Decreto 4.4887/03.

Os manifestantes temem que se aprovadas, tanto a ação quanto o projeto de lei possam significar um recuo nas conquistas dos territórios e contribuam ainda mais para a violência no campo.

Dados recentes do Caderno de Conflitos, lançado esse ano pela Comissão Pastoral da Terra confirmam: dos 638 conflitos de terra em 2010, mais da metade refere-se a posseiros (antigos donos de pequenas áreas sem títulos da propriedade) e a povos e comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas, extrativistas, fundos de pasto etc. Contra eles foram 57% das violências no ano.

BREJO DOS CRIOULOS
A Comunidade de Brejo dos Crioulos, localizada no Norte de Minas Gerais, tem 512 famílias distribuídas em oito comunidades e luta pela titularização do seu território há 12 anos.

O Território de 17.302 ha - que se encontra nos municípios de São João da Ponte, Varzelândia, Verdelândia – está na mão de latifundiários da região.

Ao longo desses anos, os quilombolas conseguiram que todo o processo passasse pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e ministério do Desenvolvimento Agrário e chegasse, em abril de 2011, à Casa Civil. Desde então o processo se arrasta à espera da assinatura do decreto de desapropriação da Presidência da República.

SOLIDARIEDADE

Escola Ciranda da Vida promove Semana da Criança


A programação terá a participação direta de cerca de 50 pessoas
entre crianças internas na Pediatria e seus acompanhantes
A Escola Hospitalar Ciranda da Vida promoverá uma série de atividades especiais, na próxima semana, em comemoração alusiva ao dia dedicado às crianças (12/10). Trata-se da XIII Semana da Criança Hospitalizada no Hospital Universitário Clemente de Faria, da Universidade Estadual de Montes Claros, entre os dias 3 e 10 de outubro.

O tema central nessa edição aborda A arte de viver e a vida na construção da paz, como forma de saudar os internos da ala pediátrica e proporcionar um clima favorável à vivência da paz dentro e fora do hospital. Em destaque, segundo a coordenadora geral do evento, professora Vilma Oneide Dias, a participação de servidores do hospital e de pessoas e entidades da comunidade na realização do evento.

A programação da Semana da Criança terá atividades pela manhã (9h às 11h30) e à tarde (14h às 18h), com a participação direta de cerca de 50 pessoas entre crianças internas na Pediatria e seus acompanhantes. Na programação, sessões de teatro, brincadeiras, produção de audiovisual, além de oficinas de Artes – no espaço anexo ao setor de pediatria do HU.

Na quarta-feira (5), haverá um passeio cultural das crianças ao zoológico do Parque Municipal Milton Prates, sob a supervisão da equipe da Escola Ciranda da Vida. Já no período de 11 a 15 de outubro toda criança que realizar exames laboratoriais no HU será contemplada com uma lembrança.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Em defesa do patrimônio

Quilombolas se acorrentam em frente ao Planalto

Comunidade Brejo dos Crioulos pede titulação de terreno onde vivem. Decreto está na Casa Civil e aguarda parecer da presidente Dilma Rousseff



Cerca de 100 manifestantes pedem a titulação da terra em que vivem

Um grupo de quilombolas do Norte de Minas Gerais, da comunidade Brejo dos Crioulos, se acorrentou em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (28). Eles argumentam que ficam a mercê de grileiros porque não tem a posse da terra. Três quilombolas de Brejo dos Crioulos estão, neste momento, acorrentados em frente do Palácio do Planalto. Junto a eles, permanecem acampados 100 quilombolas, que exigem da presidente Dilma Roussef a assinatura do decreto de desapropriação do seu território. Há mais de 12 anos, os quilombolas esperam a titularização de suas terras e tem enfrentado uma série de agressões durante esse tempo. Hoje a tarde, as 14h30 horas, os quilombolas participam de Audiência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara de Deputados, plenário nove, onde serão debatidos os conflitos agrários e comunidades quilombolas.

A morosidade dos órgãos competentes na resolução do impasse tem sido responsável pelo aumento dos conflitos no território, o que tem exposto as famílias às milícias armadas. Várias denúncias já foram feitas, mas não resultaram numa resposta efetiva que coloque em segurança a comunidade. Uma das lideranças quilombolas sofreu tentativa de assassinato, no mês de agosto. Recentemente, no sábado (24/09/2011), as famílias foram despejadas sem ordem judicial, por pistoleiros fortemente armados, apesar das denúncias levadas à Polícia Militar de Minas Gerais e a Ouvidoria Agrária Nacional.

Os Quilombolas de Brejo dos Crioulos acreditam que só a assinatura do decreto de desapropriação poderá aliviar as tensões dos conflitos. As famílias temem que vidas quilombolas sejam ceifadas pela violência do latifúndio e pela morosidade do Governo Federal.

A Comunidade também conta com o apoio de lideranças do Movimento Quilombola do Maranhão que estão participando desta mobilização.
 
DECRETO

Outra preocupação das famílias quilombolas diz respeito às ameaças que o Decreto 4887/2003 (que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos) tem sofrido. O dispositivo, que significou um avanço para o processo de titularização das terras de comunidades quilombolas, tem sido ameaçado por Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN 3239), impetrada pelo partido Democratas (DEM) e pelo Projeto de Decreto Legislativo (PDL 44/07), do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), que susta os efeitos do Decreto 4.4887/03.

Para protestar contra essas medidas, os quilombolas também participarão de Audiência Pública da Comissão de Seguridade Social e Família, que acontecerá amanhã (29), as 9h30 horas. O debate será sobre a ADIN 3239 e sobre a desapropriação de terras para comunidades quilombolas. Representantes quilombolas de todo o país participarão das duas audiências.

Os manifestantes temem que se aprovadas, tanto a ação quanto o projeto de lei possam significar um recuo nas conquistas dos territórios e contribuam ainda mais para a violência no campo. Dados recentes do Caderno de Conflitos, lançado esse ano pela Comissão Pastoral da Terra confirmam: dos 638 conflitos de terra em 2010, mais da metade refere-se a posseiros (antigos donos de pequenas áreas sem títulos da propriedade) e a povos e comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas, extrativistas, fundos de pasto etc. Contra eles foram 57% das violências no ano.

COMUNIDADE BREJO DOS CRIOULOS

A Comunidade de Brejo dos Crioulos, localizada no Norte de Minas Gerais, tem 512 famílias distribuídas em oito comunidades, e luta pela titularização do seu território há 12 anos. O Território de 17.302 ha - que se encontra nos municípios de São João da Ponte, Varzelândia, Verdelândia – está na mão de latifundiários da região. Ao longo desses anos, os quilombolas conseguiram que todo o processo passasse pelo INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) e chegasse, em abril de 2011, à Casa Civil. Desde então o processo se arrasta à espera da assinatura do decreto de desapropriação da Presidência da República.

Festival de Música

Festa do Pequi anuncia 8º Festival de Música


Estão abertas as inscrições para o 8° Festival de Música da 21ª Festa Nacional do Pequi, atividade cultural de abrangência nacional. Este ano as premiações chegam a 10.000,00 reais.

As inscrições vão de 30 de setembro a 31 de outubro e podem ser feitas na secretaria Municipal de Cultura (Rua Coronel Celestino, 99, Centro) ou através dos Correios, via Sedex.

O 8º Festival de Música da 21ª Festa do Pequi acontecerá na área em frente ao Terminal Rodoviário, nos dias 25, 26 e 27 de novembro, com várias apresentações de cantores regionais, além dos participantes do festival de música.

O festival é aberto a composições inéditas, voltadas a todos os gêneros e estilos de música popular brasileira, com tema livre. Sua finalidade é promover o intercâmbio e a troca de experiência entre compositores, músicos, intérpretes, poetas e artistas que visem valorizar a produção musical e cultural brasileira, especialmente do norte de Minas Gerais e da área geográfico-cultural de abrangência do Cerrado.

Serão selecionadas 24 músicas para concorrer em duas etapas eliminatórias e, destas, serão selecionadas 8 para a etapa final. Cada autor poderá inscrever até duas músicas.

Todas as músicas inscritas no 8º Festival deverão ser inéditas. Também deverá ser mantida a originalidade, entendendo-se como tal a inexistência de plágio de composição já existente, considerada tanto a parte musical como a letra.

As músicas deverão ser entregues em envelopes lacrados, contendo: ficha de inscrição devidamente preenchida; CD contendo a música gravada na íntegra (tipo de mídia: CDR, formato de áudio: MP3, WAV ou WMA); 5 (cinco) cópias digitadas em papel ofício, preferencialmente cifradas, constando o(s) nome(s) e endereço(s) do(s) autor(es); e comprovante do pagamento da taxa de inscrição.

A taxa de inscrição é de R$ 15,00 por música inscrita, e deverá ser paga até o dia 31 de outubro de 2011 nos postos autorizados ou através de transferência bancária ou depósito identificado na conta 164-0, Agência 0132, Banco Caixa Econômica Federal.

Mais informações e acesso ao regulamento pelo e-mail: culturanaa@yahoo.com.br ou culturapp@yahoo.com.br. Telefones: (38) 3214-4176/ 3214-4135/ 3213-4275
















terça-feira, 27 de setembro de 2011

Cinema

5ª Mostra CineBH e Brasil CineMundi
29 de setembro a 4 de outubro Montesclarence Vânia Catani é homenageada da 5ª Mostra CineBH 

De 29 de setembro a 04 de outubro, Belo Horizonte sedia a 5ª Mostra CineBH – Mostra de Cinema de Belo Horizonte. Ao todo, serão exibidos 96 filmes – 37 longas, 7 médias e 52 curtas - nacionais e internacionais, distribuídos em 92 sessões, sendo 37 sessões cine-escola para educadores e estudantes da rede de ensino de Belo Horizonte.

Os filmes nacionais retratam a diversidade do cinema brasileiro contemporâneo e os internacionais são oriundos de países como França, Polônia, Alemanha, Itália, Espanha, Irã, Croácia, EUA, Uruguai, Chile, Peru, México, Moçambique, entre outros. Toda programação é gratuita e aberto ao público.  Fiel à tradição de trazer aos holofotes aqueles que ficam nos bastidores e normalmente são desconhecidos do grande público, a Mostra CineBH  homenageia nesta edição a Bananeira Filmes.

Com dez anos de atuação e comandada pela mineira Vânia Catani, a ´Bananeira´ se tornou referência ao produzir e viabilizar o cinema independente de qualidade feito no Brasil, abrindo espaço para estas produções no mercado internacional.  Nascida em Montes Claros, Catani vem de uma longa e importante carreira no audiovisual em Belo Horizonte, com atuação na televisão e no vídeo.

Foi idealizadora e produtora do Festival Internacional de Vídeo de Belo Horizonte - Fórum BHZ Vídeo, evento marcante para as artes visuais no país. Antes de partir para a carreira solo, integrou a equipe do filme “O Menino Maluquinho”, de Helvécio Ratton e produziu o projeto audiovisual de Pedro Bial em torno da obra de Guimarães Rosa, o longa “Outras Estórias”. 

“Ser homenageada em Belo Horizonte é um afago lindo e terno, sei que esta homenagem da CineBH é reconhecimento ao trabalho a que me dedico com seriedade e amor. Tudo isso não só me estimula a seguir como me dá a medida da minha responsabilidade. Estou muito grata e sobretudo, muito feliz”, diz Vânia Catani. 

A produtora surgiu no começo dos anos 2000, quando o mercado de cinema brasileiro sofria os reflexos do retrocesso que foi a década de 90 e os instrumentos de financiamento simplesmente não existiam. “Era uma negociação de balcão, tudo mudou nos últimos dez anos, o que permitiu que a Bananeira fosse criada, como pequena produtora, e se mantivesse até hoje”, conta Vânia Catani, ao relembrar a trajetória da empresa, que coincide com o avanço do mercado de cinema no país. 

"Os longas produzidos pela Bananeira Filmes refletem o espírito de Vânia Catani, uma produtora que consegue unir duas qualidades raras de se ver juntas: de um lado, a objetividade para viabilizar projetos muitas vezes difíceis; de outro, uma paixão inesgotável pelo cinema. Em dez anos, a Bananeira estabeleceu laços nacionais e internacionais e contribuiu para qualificar e diversificar o cinema brasileiro recente", analisa o colaborador da temática contemporânea da 5ª CineBH, Pedro Butcher. 

Da filmografia de 12 longas-metragens da Bananeira Filmes, serão exibidos quatro deles, como parte da homenagem, durante a Mostra de Belo Horizonte. “Narradores de Javé”, segundo longa de Eliane Caffé e o primeiro filme produzido pela homenageada, conquistou nada menos que 23 prêmios em sua carreira, entre eles o Melhor Filme no Festival de Cinéma des 3 Ameriques (Canadá),  no Festival Un Cine de Punta (Uruguai), no Festival de Bruxelas e Festival do Rio em 2003. 

A homenagem da CineBH põe em destaque ainda a parceria que a produtora Vânia Catani estabelece com os diretores e artistas com que trabalha, acompanhando com curiosidade e de maneira colaborativa cada realização, encontrando assim as brechas para o financiamento dos filmes e inserção nos circuitos internacionais de cinema. “Participar criativamente dos filmes é o que me dá energia para o trabalho da produção. Eu dou pitaco, interfiro, os diretores são meus parceiros. Gosto muito do que faço e não me vejo fazendo outra coisa”, afirma a homenageada. 

O longa-metragem O PALHAÇO, com direção de Selton Mello abre a programação da 5ª. CineBH, nesta quinta (29), às 20h30, no Cine Vila Rica, em Belo Horizonte. A Mostra Homenagem ainda traz OUTRAS ESTÓRIAS, de Pedro Bial (RJ, 1999); NARRADORES DE JAVÉ, de Eliane Caffè (RJ, 2003); A FESTA DA MENINA MORTA, de Matheus Nachtergaele (RJ, 2008) e PAÍS DO DESEJO, de Paulo Caldas (RJ,2011).

Consulte a programação completa em www.cinebh.com.br

O CINEMA PROJETA A CIDADE
A 5ª Mostra CineBH acontece em três espaços a serem instalados no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte,  a chamada Vila do Cinema,  além do Cine Humberto Mauro, tradicional espaço de exibição do circuito de arte de Belo Horizonte, e o Cine Sesc Palladium e o Instituto Inhotim. 

O evento integra o Cinema sem Fronteiras – programa internacional de audiovisual que reúne as mostras anuais que a Universo Produção realiza em Minas Gerais – Mostra de Cinema de Tiradentes [centrada na produção contemporânea, em janeiro], naCineOP [que difunde o audiovisual como patrimônio, em junho], em Ouro Preto e a Mostra CineBH [que contextualiza o mercado audiovisual, em outubro, na capital dos mineiros).

Baleteatro

A magia de “Pedro e o Lobo”  volta a encantar crianças do Norte de Minas

Até o dia 29 de setembro, mais de 4.000 crianças vão assistir gratuitamente o espetáculo infanto-juvenil de dança “Pedro e o Lobo”, no Centro Cultural Hermes de Paula, numa realização da Ditarso Companhia de Dança.

O projeto democratiza a cultura, possibilitando aos alunos das redes estadual e municipal de ensino e do projeto de natação patrocinado pelos Correios a oportunidade de ir ao teatro. “Queremos incentivar a apreciação artística, formando platéias e estimulando o exercício da cidadania e democratização do teatro”, avalia o coreógrafo Paulo Di Tarso, diretor da Companhia de Dança.

As apresentações, no total de 18, acontecem em dias letivos e no horário das aulas. O público-alvo do projeto são crianças carentes com o objetivo de oferecer à elas uma vivência artístico-cultural. Pedro e o Lobo, idealizado pelo coreógrafo Paulo Di Tarso, é uma adaptação para dança-teatro da peça sinfônica “Pedro e o Lobo”, criada em 1936 pelo compositor Sergei Prokofiev para o Teatro Infantil de Moscou.  A temporada infantil de Montes Claros de Pedro e o Lobo é patrocinada pelos Correios, Ministério da Cultura (Lei Rouanet) e contemplada pelo Cena Minas - Prêmio Artes Cênicas de Minas Gerais, realizado pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), em parceria com o Instituto Cultural Sérgio Magnani.

A Ditarso foi uma das oito companhias de dança contempladas em todo o Brasil para a concessão do patrocínio dos Correios, na recente edição de apoios culturais.  Além do patrocínio dos Correios, o projeto foi contemplado pelo Cena Minas - Prêmio Artes Cênicas de Minas Gerais, realizado pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), em parceria com o Instituto Cultural Sérgio Magnani e através de recursos da Lei Rouanet - Lei Federal de Incentivo à Cultura.

“Nos traz orgulho e reconhecimento que o trabalho desenvolvido pela Ditarso Companhia de Dança tenha atraído o olhar de grandes investidores, como os Correios e o Instituto Sérgio Magnani para ações realizadas no interior do Brasil, em especial no sertão norte-mineiro, famoso pela sua pobreza e isolamento. É relevante porque demonstra a capacidade de realização da Ditarso Companhia de Dança e atesta a sua excelência artística, além de abrir portas para investimentos em outras ações e organizações culturais”, comemora Paulo Di Tarso.

Sarau

Dia do Idoso ao som do grupo Vozes de Prata





O grupo “Vozes de Prata”, da Universidade Estadual de Montes Claros, apresentará na próxima sexta-feira (30/09) às 20 horas, no Casarão da Fafil, o sarau “Cantando pra Lua”. A iniciativa faz parte das comemorações da Unimontes pelo Dia Internacional do Idoso (1º de outubro). Além do repertório de serestas, um dos símbolos culturais do município, na mesma noite haverá também uma apresentação especial com a Banda de Música da 11º Região de Polícia Militar e do grupo Roda de Choro, com clássicos brasileiros.

De acordo com a professora Marina Ribeiro Queiróz, pró-reitora de Extensão, além de uma homenagem à população da terceira idade, através de um projeto desenvolvido pela própria Universidade, o evento reforça a proposta de dinamizar o Casarão da Fafil como “um espaço coletivo, com a promoção de atividades artísticas, culturais e científicas”.

No repertório, vinte músicas e três recitais de poemas, segundo explica a coordenadora do Sarau, professora Fabíola Monção. Das janelas do Casarão, o grupo Vozes de Prata apresentará canções da tradição seresteira de autores de Montes Claros como Cândido Canela, Téo Azevedo, Godofredo Guedes e Maria Lúcia Godoy, enquanto o Grupo Roda de Choro lançará canções de grandes compositores brasileiros como Pixinguinha.

Por sua vez, a Banda da 11º RPM, sob a regência do tenente Roberto da Silva Dias, apresentará clássicos como “Carinhoso”, “Fascinação”, “A Praça” e “Aquarela do Brasil”, dentre outros. No espaço externo do Casarão da Fafil serão montadas tendas pela Coordenadoria de Apoio ao Estudante (CAE/Unimontes) para o atendimento ao público na comercialização de comidas e bebidas típicas.

domingo, 25 de setembro de 2011

Teatro

No Stress na Unimontes

No dia 30 de setembro 2011 19:30 o grupo teatral Faceato apresenta o show de humor No Stress dentro da unicalourada da UNIMONTES.

No Stress é um espetáculo interativo,engraçado,envolvente; é um stand up com personagens do dia dia,com seus probremas, seus desafetos, também com suas particularidades sexuais e não sexuais.

“Nosso objetivo é fazer a platéia rir, rir, rir e chorar de rir. Por isso comtamos com um dos melhores elencos do Norte de Minas: os dez y mais e o Faceato, grupos com mais de 25 anos de carreira e de sucessos de público e de crítica”, diz o ator Gilmar Honorato. “Agora, estamos em nova empreitada: a de abrirmos outros espaços de atuação. Quando precisarem de espetáqculos: infantil, infanto-juveni. musical, gospel, comédia, tragi-comédia, tragédia e outras cenas mais. lembrem-se: estaremos prontos a lhes oferecer”, completa.

Elenco: Gilmar Honorato, RodBrito, Bira Moreira, Ernane Pimenta, Jéssica Klant
Sonoplastia: Dj Rafael
Direção Geral: Mestre Baptista

Mais música para o interior

Secretaria de Cultura lança edital para doação de instrumentos musicais

A secretaria de Estado de Cultura lança o Edital 2011 Bandas de Minas – Programa de apoio às bandas civis de música do estado de Minas Gerais, com doação de instrumentos de sopro, metal e percussão e de kits com partituras. O incentivo inclui promoção de cursos/oficinas de capacitação e aperfeiçoamento artístico e ainda o lançamento de um CD. As inscrições encerram no dia 26 de outubro.

 
Minas Gerais possui 736 bandas cadastradas na secretaria de Cultura. Deste total, 496 corporações musicais, de 397 municípios, já foram beneficiadas com a entrega de 7.435 instrumentos nos últimos oito anos (2003 a 2011). Os recursos destinados ao programa ultrapassam a soma de R$ 5,67 milhões.
 
Em março deste ano, 67 bandas em atividade em 62 municípios mineiros foram contempladas com a entrega de 773 instrumentos musicais, como flautas, clarinetas, saxofones, trompetes, trompas, trombones, sousafones, bombardinos, bombardões, pratos, taróis, bumbos e surdos. Dessas corporações musicais, 33 receberam o incentivo pela primeira vez e as demais 34 tinham sido beneficiadas em edições anteriores.

INSCRIÇÕES
De acordo com o Edital 2011, somente poderão ser inscritas as bandas públicas ou privadas sem fins lucrativos, registradas em cartório, que possuam Diretoria, estatuto e/ou regimento interno. As corporações musicais deverão estar devidamente cadastradas na Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.

Será permitida a inscrição de um único projeto por banda. Para se inscreverem, os interessados deverão apresentar Ficha de Protocolo, Formulário Padrão e Relatório de Atividades. O Edital 2011, com a íntegra dos documentos exigidos, consta no endereço www.cultura.mg.gov.br, no link Edital Bandas de Minas - Programa de Apoio às Bandas de Música do Estado de Minas Gerais.

O cadastramento poderá ser feito pelo correio, via sedex ou carta registrada, ou pessoalmente, de segunda à sexta-feira, das 10h às 16h, na Diretoria de Programas e Articulação Institucional da Superintendência de Ação Cultural.

Os projetos serão avaliados individualmente por uma Comissão de Análise, que será designada por meio de resolução. O resultado da seleção será publicado no Diário Oficial do Estado de Minas Gerais, em até 45 dias após o encerramento das inscrições. As propostas poderão ser aprovadas integral ou parcialmente, de acordo com disponibilidade de recursos para aquisição de instrumentos viabilizados pelo programa. Mais informações pelos telefones (31) 3915-2671 e 3915-2670 ou por e-mail: bandasdeminas@cultura.mg.gov.br.
 
Os envelopes de inscrição devem ser encaminhados para o endereço:

SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA
Superintendência de Ação Cultural
Diretoria de Programas e Articulação Institucional
Cidade Administrativa de Minas Gerais – Prédio Gerais – 5º andar
Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/nº – Bairro Serra Verde
31630–901 – Belo Horizonte – MG

sábado, 10 de setembro de 2011

Rio São Francisco

Velho Chico será patrimônio mundial da Unesco

No ano em que o rio da Integração Nacional, o São Francisco, comemora 510 anos, Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) e a secretaria de Estado do meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) mobilizam as lideranças políticas, ambientalistas, ONGs, entidades e órgãos do Norte de Minas, para uma expedição ambiental, revitalização e o tombamento como patrimônio mundial da Unesco.

Na manhã de sexta-feira 09/09, no auditório Deputado Aécio Cunha – prédio anexo à entidade, a subsecretária de Desenvolvimento Regional e Políticas Urbanas (Sedru), Beatriz Morais de Sá Rabelo Correa, participou da primeira reunião preparatória com técnicos e ambientalista de órgãos, ONGs e entidades da região para desenvolver uma pauta da expedição.

A revitalização do rio São Francisco e o tombamento como patrimônio mundial da Unesco foram colocados como prioridades entre as reivindicações apontadas pelos participantes, além de uma discussão mais abrangente sobre a atual situação. Em relação à revitalização do rio, o engenheiro da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), Sidenísio Lopes, disse que o trabalho continua sendo realizado pelo órgão, mas o que não está acontecendo é a divulgação.

O idealizador da Expedição Ambiental pelo Rio São Francisco, o presidente da Amams e prefeito de Patis, Valmir Morais de Sá, havia apresentado o projeto ao governador Antonio Anastasia e ao secretário de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Adriano Magalhães Chaves, mostrando a atual situação em que se encontra o rio, em sua parte mineira, com vários pontos assoreados e que está comprometendo a sobrevivência de vários ribeirinhos que tem seu sustento através da pesca e outros produtos oriundos do rio.

Na reunião preparatória para a Expedição Ambiental pelo rio São Francisco, na manhã dessa sexta-feira, participaram representantes da Copasa, Cemig, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, AMAMS, IEF, Semad, Sedru, Codema, Supram, Saae/Bocaiúva, Fiemg, Dnocs, Codevasf, CBH, ACB, Emater, Igam e Ibama.

A Expedição Ambiental acontecerá no dia 5 de outubro, na comunidade de Travessão, em São Francisco, com um encontro de pescadores amadores e profissionais, ambientalistas e agricultores das cidades de Pirapora, São Romão, Buritizeiro, Ibiaí, São Francisco, Pedras de Maria da Cruz, Manga e Itacarambi se deslocando de barcos até o local.

Ao longo da expedição acontecerão algumas paradas, com os membros participando de mutirões de limpeza nas margens do rio, reuniões com os ribeirinhos que apresentarão as suas reivindicações, peixamentos com distribuição de alevinos, além de exposições de artes plásticas, apresentações artísticas e culturais.
EXPEDIÇÃO





sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Resgate da cultura do Brasil


Até amanhã (10/09), os mineiros poderão conferir a exposição gratuita 3 Escultores da Amazônia, na Galeria Sandra & Márcio, em Belo Horizonte. A mostra conta com 24 peças, talhadas na madeira e pintadas com cuidado e precisão. As esculturas são bancos zoomórficos. Na cultura indígena, esses bancos são lugares nos quais cada membro da hierarquia da tribo ocupa. As obras dos três escultores amazonenses Wet Palikur, Kamalurré Mehinako e Yauapi Kamayurá são carregadas de simbolismo e força.
 
Serviço:

Exposição 3 Escultores da Amazônia
Data: até amanhã (10 de setembro)
Horário: 10h às 19h e no sábado de 10h às 13h
Local : Galeria Sandra & Márcio Objetos de Arte
Rua Passa Tempo 477, Sion

Cultura Popular

1º Salão do Artesanato movimenta cidade de Jequitinhonha neste sábado

O 1º Salão do Artesanato do Jequitinhonha está movimentando a região em torno da tradicional cidade de Jequitinhonha, localizada a 677 quilômetros de Belo Horizonte, por causa da participação superior a 40 expositores oriundos de diferentes partes do Vale e até do Norte de Minas, além dos visitantes que prestigiam o evento e aproveitam para adquirir belas e exclusivas peças.

Quem for conferir neste sábado (10) o encerramento da mostra, aberta na última quinta-feira e promovida como parte da festa comemorativa do 200.º aniversário do município de Jequitinhonha, terá também a oportunidade de assistir ao show da cantora nordestina Elba Ramalho, às 22h, além de outras atrações musicais ligadas à região. A expectativa dos organizadores é atrair hoje, na Praça Coronel Franco (Centro), novamente público em torno 10 mil pessoas, a exemplo da estimativa da apresentação de ontem (sexta-feira) da dupla Chitãozinho e Xororó. O evento é gratuito.

MOSTRA

A mostra é resultado de parceria firmada entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas (Sedvan), a Superintendência de Artesanato do Estado de Minas Gerais, a Prefeitura de Jequitinhonha e as associações de artesãos do Norte e do Nordeste do Estado.

“A iniciativa está ligada ao Projeto Estruturador ‘Convivência com a Seca e Inclusão Produtiva’, do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), órgão vinculado à Sedvan. Seu foco é promover bases para o desenvolvimento sustentável da produção rural, alternativas para a convivência com a seca e aumento da produtividade no campo, visando melhorar a qualidade de vida da população dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas”, afirmou o secretário de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas, Gil Pereira.

ENTUSIASMO
Margareth Fátima Dias Durães, diretora regional do Idene (Vale do Jequitinhonha), destacou o entusiasmo demonstrado pelos artesãos: “Participam pessoas vindas de Gouveia até Salto da Divisa. O objetivo do evento é a divulgação dos produtos característicos da região. Buscamos sempre apoiar feiras nacionais e regionais que tenham como finalidade atrair potenciais investidores, incentivar a comercialização dos produtos, de modo a dinamizar a produção e os negócios.”

Também participam artesãos de Berilo, Turmalina, Veredinha, Caraí, Itinga, Santana do Araçuaí, Datas, Galheiros, Planalto de Minas, Coqueiro Campo, Campo Alegre, Botumirim, Jequitinhonha, Grão Mogol, Taiobeiras, entre outros municípios e localidades da região.
Maioria no Salão do Artesanato do Jequitinhonha, as principais associações de artesãs participantes são as seguintes: de Campo Buriti (Turmalina), de Campo Alegre (Turmalina), de Palmópolis e de Mata Verde, além das Mulheres em Ação (Almenara), do Circuito dos Diamantes (reúne 13 municípios) e da Felizarte (Felisburgo).

Ligada à Associart de Taobeira (Norte de Minas), Jucília Pereira de Almeida está animada com a possibilidade de fazer boas vendas. “Vieram mais mulheres, que produzem potes, bonecas e vasos em tonalidade natural ou pintados com tinta elaborada com o próprio barro (oleio). Há também os quadros pintados com pigmentos naturais, que retratam a vida nas fazendas da região”, disse a artesã. Os preços das peças variam entre R$ 5,00 e R$ 1.000,00.

O prefeito de Jequitinhonha, Roberto Botelho, considera a mostra de artesanato tão importante que pretende transformá-la em evento permanente no calendário do município. “Estão participando artesãos não apenas do Vale e do município de Jequitinhonha, mas também pessoas vindas do Norte de Minas (Grão Mogol e Taiobeiras). A troca de experiências e a valorização da atividade é fundamental”, declarou Botelho.