quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Um show de Rock

Encontro de roqueiros resgata tradição do estilo em Montes Claros


Neste sábado, 11 de fevereiro, os grandes nomes do rock mundial e nacional estarão representados em Montes Claros no evento Night of Metal, que acontece às 20h, na Praça de Esporte, ao som das bandas Dragão de Ares, Age of Darkness e Novos Ares.

O projeto vai reunir músicos e amantes do bom e velho rock’n roll, promovendo o resgate de uma cultura que vem se perdendo na cidade.

O grande diferencial do Night of Metal está nas atrações. A banda Dragão de Ares foi formada em 2004, em Pirapora/MG, começou com couvers do Iron Maiden e, logo, apostou na produção de músicas próprias. Em 2007 veio o primeiro CD, “Olhar dos Anjos” e em 2010 o CD/single “Destino”.

A banda Novos Ares está na estrada há mais de 10 anos e coleciona importantes apresentações. Ao longo de sua trajetória teve muitas modificações na formação, mas sempre apresentou solidez quando subia aos palcos. No repertório, sempre há espaço reservado para Pink Floyd, Deep Purple, Black Sabbath, entre outros clássicos.

O Night of Metal acontecerá na Praça de Esportes, centro de Montes Claros, a partir das 20h. Os ingressos custam R$ 10,00 antecipados e R$ 15,00 na portaria. Vendas antecipadas na Loja Taboo (Rua Camilo Prates, 223), Metal Rock (loja 210 do Shopping Popular) e Yoshi’s House (loja 238 do Shopping Popular). Informações pelo telefone: 9178-5690.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Adeus a Bartolomeu Campos de Queirós

É com grande pesar que recebo a notícia da morte do escritor Bartolomeu Campos de Queirós, ocorrida na madrugada desta segunda-feira, 16/2012, em Belo Horizonte.

Gentil, inteligente e sensível, o escritor foi um dos primeiros entrevistados de minha carreira como jornalista - para mim, uma honra.Conversamos durante lançamento do programa Grandes Escritores em Montes Claros, no mês de outubro de 2008, entrevista publicada pelo jornal O Norte de Minas e que trago à página de destaque do blog.

Mineiro da cidade de Papagaios, Região Central de Minas Gerais, Bartolomeu tinha 66 anos e ocupava a Cadeira 26 na Academia Mineira de Letras (AML). Segundo nota divulgada pela AML, o escritor, que sofria de insuficiência renal e fazia hemodiálise regularmente, estava internado no Hospital Felício Rocho, na capital mineira.

À família enlutada, meus sentimentos. Ao velho Bartô, um adeus de saudade.

Bartolomeu Campos de Queirós

A FORÇA POÉTICA DE BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS
O escritor mineiro diz não gostar de literatura com destinatários e que a fantasia é a matéria-prima da literatura e da arte em geral


Publicado em 08/10/2008


Com uma linguagem que consegue ser, ao mesmo tempo, simples e densa, Bartolomeu Campos de Queirós é autor de mais de quarenta livros publicados no Brasil, vários deles traduzidos e editados em outros países. Muitos de seus textos foram adaptados para o teatro, dentre eles, Ciganos, encenado pelo Grupo Ponto de Partida, de Barbacena/MG. Sua obra tem sido tema de teses acadêmicas (áreas de Literatura e Psicologia) em várias universidades brasileiras.
Nascido em Papagaio, no interior de Minas Gerais, o compenetrado e metódico Bartô se interessou desde cedo pela literatura e pelo ensino da arte, retratando em suas obras os sabores, cheiros e cores dos muitos lugares por onde passou, em uma prosa poética refinada, que lhe rendeu vários e importantes prêmios literários nacionais, como o Prêmio Cidade de Belo Horizonte; Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro; Selo de Ouro, da Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil; 9ª Bienal de São Paulo; 1ª Bienal do Livro de Belo Horizonte; Diploma de Honra da IBBY, de Londres. Com o livro Index, foi o vencedor do Concurso Internacional de Literatura Infanto-Juvenil (Brasil, Canadá, Suécia, Dinamarca e Noruega).
De poucas palavras, avesso à badalação e só faz o que gosta. Assim é Bartolomeu. Seus textos, ao contrário, são transparentes, leves, sem, contudo, serem superficiais.

Com formação nas áreas de educação e arte, cursou o Instituto Pedagógico de Paris, se destacando como educador em vários níveis desde a década de 70, contribuindo com importantes projetos da secretaria de Estado da Educação e ministério da Educação. Foi presidente da Fundação Clóvis Salgado/Palácio das Artes, membro do Conselho Estadual de Cultura e do Conselho Curador da Escola Guignard. Atualmente participa do Projeto ProLer, da Biblioteca Nacional, ministrando conferências e seminários sobre educação, leitura e literatura. Também atua como crítico de arte, integrando júris e comissões de salões e fazendo curadorias e museografias de exposições.

Seu primeiro livro - O peixe e o pássaro - foi publicado em 1974. Desde então passou se dedicar à literatura infantil com obras como Ler, Escrever e Fazer Conta de Cabeça, que tem Formiga Amiga, Pato Pacato, Guarda-Chuva da Guarda, Cavaleiros das Sete Luas, Até Passarinho Passa, Ciganos, Patas da Vaca, Olho de Vidro do Meu Avô, De Não em Não, e muitas outras, com uma narrativa poética carregada de significados, emocional, e que desperta inquietações.O autor atribui sua relação com as crianças à proximidade estimulada em sala de aula, já que foi professor por muitos anos. Segundo ele, quando começou a escrever, os mais jovens foram seus primeiros leitores, que faziam suas observações, até que um dia resolveu enviar um texto para o concurso João de Barro, da prefeitura de Belo Horizonte, que ficou o primeiro lugar. Daí, não parou mais.

Usando o processo de metalinguagem para que o leitor possa se inserir no texto, o autor instiga a imaginação, dando liberdade a várias leituras e permitindo ao leitor ir além.
Bartolomeu Campos revela através de sua obra literária e de seu trabalho como educador a necessidade premente de se promover através da educação valores mais humanos nas crianças, que precisam deixar de ser consumidoras, repetidoras, e passarem a ser criadoras.
Com a simplicidade e nobreza típicas do povo mineiro, o escritor diz não gostar de literatura com destinatários, pois cada leitor absorve o texto conforme sua vivência e por isso procura escrever um texto que permita apenas uma leitura e não um texto literário, já que a literatura abre portas, mas a paisagem está escondida na emoção de cada leitor que, como diz humildemente, sempre sabe mais que ele.

Em entrevista exclusiva à jornalista Jerusia Arruda, o velho Bartô fala de coração aberto sobre suas andanças, sobre o processo de criação de seus livros, sobre a educação no Brasil, a importância da leitura na formação do cidadão, e deixa algumas dicas para os iniciantes na arte de escrever.

O que representa para você participar do programa Tim Estado de Minas Grandes Escritores? Estou no programa desde o ano passado. Já fui a Belo Horizonte, Viçosa, Ponte Nova e agora em Montes Claros. Eu gosto de participar do projeto porque acho que é necessário no Brasil agora, com a política cultural, preocupar com a formação do leitor. Falar em cidadania implica em falar em leitura. O cidadão tem que saber ler, antes de mais nada. Então, essa divulgação do livro, essa preocupação com a aquisição de livros, com o acervo de bibliotecas públicas que o programa tem me interessam também, porque eu já participo de alguns projetos de formação de leitor no Brasil.

Você acha que essa aproximação do autor com o público incentiva à leitura?
- Quando a gente vai a cada cidade a gente fala do processo criativo, como é que surge a idéia, de onde vem, como é que a gente se fez leitor - porque todo escritor é um leitor, e isso anima o sujeito a ler, ficar um pouco curioso em conhecer o que a gente escreve. Esse contato com o público com o escritor é bem eficiente para despertar o interesse pela leitura.
- Eu tento no meu trabalho fazer uma literatura sem fronteira, que tanto o jovem quanto o adulto tenham acesso. Eu não gosto muito de pensar numa literatura com destinatário, ou é ou não é literatura. Nas outras áreas das artes, por exemplo, você não vê falar que Picasso pintou para criança, que Portinari pintou para criança, que Beethoven escreveu para criança. Também é assim com a literatura. Essa literatura destinada para alguma coisa eu não gosto, eu prefiro tentar dentro do meu trabalho uma literatura realmente sem fronteira.

Como é sua produção, você tem uma rotina, reserva um tempo para escrever, ou escreve por inspiração?
- Não, eu gosto muito de ler e brinco muito dizendo que ler é melhor do que escrever. Então, eu nunca aceito um contrato com uma editora fechado, com produção com data marcada. Eu escrevo quando tenho o que dizer. Se eu não tenho o que dizer eu não fico ansioso, procurando alguma coisa para falar, nem nada, fico tranqüilo, leio o tempo inteiro, fico em casa, passeio, mas fico sempre esperando ter o que dizer. Eu acho que a gente só escreve quando tem o que dizer.

Têm muitas histórias, como a do Joseph Mitchell, que demorava meses e até anos para produzir um texto. Qual o tempo que normalmente você gasta para concluir um livro?- Texto é demorado. Até o Mallarmé fala isso também. Mallarmé (se refere ao poeta francês Estephane Mallarmé) diz que a gente nunca termina um texto, a gente abandona. Porque se eu reler eu vou modificar novamente. Se eu releio, eu modifico, modifico, modifico e há um certo dia que você fala assim, não, hoje chega, não quero pensar mais e manda, e aí vai embora. Tanto que tenho o hábito, por exemplo, de não ler meu texto depois de pronto, porque me dá vontade de alterar novamente e já não tem jeito.

Acho que isso é uma característica dos bons artistas, de deixar a obra para que as pessoas contemplem e completem. O Djavan fala muito isso, de não gostar de ouvir a própria música.
- É, eu não gosto. Eu faço e não vejo meu livro, não quero ler, não quero saber o que está lá dentro mais e vou partir para outra coisa, senão vou querer modificar.

Você sempre esteve envolvido com a educação de alguma forma?
- Eu fui muito tempo funcionário do Ministério da Educação e da secretaria de Estado da Educação e também fui funcionário do sistema Pitágoras de ensino. Agora que estou mais afastado da educação, mas mesmo assim sempre sou chamado pelos professores, pelos congressos de educação para falar alguma coisa, porque a gente não sai da educação. Entrou uma vez, não sai nunca mais. Então, aceito esses convites e tal, mas hoje eu vivo só pela literatura, só pelo texto, pela leitura, pelos congressos.

O brasileiro não tem o hábito da leitura. O que você acha que poderia ser feito para motivar um pouco mais o leitor?
- Eu acho que tem que ser uma arrancada muito grande, porque eu não vejo a escola como a única capaz de formar o leitor. Acho que o leitor vai ser formado por uma sociedade leitora. Deixar na responsabilidade da escola essa função, ela não dá conta. Hoje temos que contar com todos os movimentos de leitura que a gente tem, os congressos, as bibliotecas públicas, os movimentos de contadores de história, com tudo isso, para mobilizar uma sociedade inteira em torno da leitura, porque deixar só a escola nós não vamos chegar lá não.

Com toda essa abertura da Internet, você acha que os livros didáticos fornecidos pelo governo para as escolas públicas acompanham a evolução da criança?
- Eu vejo o seguinte: o livro didático sempre conta para a criança o que o homem já fez. O homem andou até tal lugar na matemática, até aqui na física, até aqui na química, Biologia e tal, mas como a literatura é feita de fantasia, ela está sempre proporcionando ao leitor maior contato com a fantasia, a ter maior coragem para deixar a fantasia vir à tona. E a fantasia é o que há de mais importante porque todo o real que nos cerca é uma fantasia que vem no corpo. Quer dizer, hoje estamos comemorando cem anos do 14 Bis, com esses aviões cruzando os céus com 800 passageiros, essa coisa toda, mas cem anos atrás era uma fantasia do Santos Dumont. Todo real é uma fantasia que vem no corpo, então fantasiar é sempre uma atitude de acrescentar algo novo no mundo, tudo que acontece de novo foi a fantasia que fez.

Seria interessante, então, incluir nessa lista do governo a literatura?- Claro, seria fundamental, e o ministério da Educação já tem feito alguns projetos nesse sentido, como A literatura em sua casa, os acervos básicos de biblioteca com literatura, com texto literário.

Inclusive virtual...
- Também, então a gente está chegando à conclusão que tem que ler e ler de tudo, não se limitar a uma coisa só.

E a televisão?
- Olha, a televisão é uma coisa muito interessante porque não cobra nada do espectador, ela não me cobra nada, eu ligo, vejo, desligo, ninguém me cobra nada. Agora, é muito interessante a literatura quando se chega à escola. A escola não dá muito conta de deixar a criança ler pelo prazer de ler. Lê e acabou. Ela quer que a criança leia para cobrar o que foi lido, então sempre é fácil. A televisão tem essa grande coisa, porque não cobra, ninguém pergunta se eu gostei, se não gostei, o que é que foi, se eu não gostar eu desligo, mudo de canal. E é o que acontece com os livros, eu muitas vezes entro em uma livraria, folheio vários livros, vejo um pedaço de um, um pedaço de outro, qual que vou querer levar, quer dizer, a gente não está deixando isso. Mas hoje a escola já está sensível por esses processos de avaliação da literatura, deixar a literatura livre, aberta, para a criança gostar ou não gostar.

Como professor e escritor, de um modo geral, como você vê a educação no Brasil hoje?
- Eu acho que a gente está num momento muito rico porque está todo mundo dizendo que ela não vai bem. O ministro da Educação diz que ela não vai bem, o secretário, os governadores falam que não vai bem, os candidatos a presidente dizem que ela não vai bem, então é hora da gente criar, é hora da gente inventar uma maneira nova para essa escola. Para o educador é um momento muito bom de fazer essa invenção. Se não está bom, o que nós vamos fazer? E aí entra a fantasia. Que escola nós fantasiamos? Então vamos realizar essa fantasia na escola.

Como você se define como autor?
- Eu digo que ser escritor é igual a ser um trapezista sem rede, você nunca sabe onde cai, nem o que o leitor achou. E por isso que é bom quando você vai a algum lugar e encontra alguém que já leu você, para saber onde foi que caiu, como é que foi a queda. Mas é sempre um trabalho de um trapezista sem rede, você faz o melhor de você lá em cima, tudo bem, mas não sabe onde vai cair. Você não sabe como o leitor aceitou, como a coisa foi desenvolvida, então é arriscar, tentar o inconveniente. Criar é isso, tentar o inconveniente.

Quem é o Bartolomeu leitor, de quem você gosta?
- Ah, eu sou bom leitor, adoro ler. Sou um cara que li muito, estudo muito, gosto de teorias também, não leio só a literatura não. Leio sobre educação, psicanálise, de tudo isso eu leio. Leio também meus amigos escritores.

Alguém em especial?
- Não, no Brasil eu não vou dizer o nome porque eu leio tanta gente, mas eu tenho meus livros de cabeceira. Tem o Garcia Lorca, a Cecília Meireles, o Manoel Bandeira. Tem uns livros que eu leio, porque a poesia é muito boa de ler. A gente que trabalha muito, que viaja muito, você lê um poema e dá para o dia inteiro. Um poema é curto e você pensa sobre ele o dia inteiro. Eu tenho muita ligação com a leitura da poesia e gosto. Agora tem os grandes autores brasileiros que eu gosto muito, dos contemporâneos, Clarice Lispector, Ruben Fonseca, Ignácio de Loyola Brandão. Eu gosto de muita gente no Brasil e cada dia aparece uma coisa melhor do que a outra. Então é bom ler, é bom ler.

E o que mais é bom? Além de ler o que mais você gosta de fazer?
- É bom viajar um pouco, eu gosto de cinema, de música, gosto de fazer as coisas. Mas sou lerdo, menino antigo, que faz cada coisa de uma vez. Quando vou escrever eu apago tudo e só escrevo; quando vou ler eu não escuto uma música no fundo, só leio; quando vou ouvir uma música, só escuto a música; quer dizer, aquela coisa bem lerda. Eu não dou conta de ser essa criança de hoje, ativa, animada, que vê televisão, lê uma revista e ainda escuta a conversa do pai, faz tudo ao mesmo tempo, são muito interativas. Eu não sou assim, sou muito lerdo.

Você está desenvolvendo algum projeto agora?
- Não, meu projeto mesmo é de escrever um pouco enquanto eu tiver tempo, enquanto eu tiver o que dizer.

Está produzindo algo novo?
- Estou produzindo algo novo, têm coisas novas que vão sair por aí, mas é sempre a escrita mesmo.

Tem um filho preferido entre os livros?
- Não, a gente acha sempre que o último é sempre o melhor, mas às vezes não é. A gente acha que aquele foi o que peguei mais, já tinha as experiências dos outros e tal, mas às vezes não é.

Montes Claros tem o Psiu Poético, que você já conhece, que tem incentivado novos escritores, feito escola, realmente. Para essas pessoas que estão se iniciando na arte de escrever, que palavra de incentivo você daria?
- A arte é feita da diferença, quanto mais diferente é um do outro, melhor. A arte não pode ser igual à do outro. A originalidade é que inaugura o objeto estético. Então, eu acho que eles devem se preocupar com o lugar, com a maneira que a coisa vive, onde estou, o que me rodeia, que emoção me visita, e fazer disso o objeto de trabalho. É importante também olhar o mundo que está em volta da gente, não ficar preocupado com outras coisas para estabelecer a literatura. Eu acho que a literatura se estabelece quando você descobre a diferença que existe no mundo que você vive. É a minha diferença que vai fazer meu trabalho original.

A gente sabe que a produção, por mais lúdica que seja, por mais que tenha essa expressão da idéia, do interior, da arte em si, há sempre a preocupação se vai vender, como será a aceitação. O que você pensa sobre isso?- Para quem cria a melhor hora é o momento que está criando. Criar é muito bom, enquanto você está fazendo o trabalho. Depois você entrega, e até que a editora faz o livro, passam aí seis meses para ficar pronto, você já está com outra idéia, quando aquele livro sai você já nem está mais aí. Agora, essa idéia de vender, a arte é uma questão de qualidade, se tiver qualidade ela vai ser reconhecida pela crítica, vai ser vendida e tal. Eu faço o texto, mas é o leitor que diz se ele é literário, não sou eu. Às vezes a gente fica assim, preocupado, eu faço e ninguém compra, então é porque o texto não está movendo o leitor. Só à medida que o leitor compra meu texto é que eu fico sabendo se ele é literário. Antes disso é um texto qualquer.

Teve algum momento que você vacilou, achou que não ia dar?
- Não, eu toda vida gostei de escrever, toda vida eu fui feliz, fui uma pessoa de sorte, já comecei premiado e logo depois vieram outros livros que foram premiados, então as editoras sempre me cercaram muito, pedindo textos e tudo isso, e eu sempre dei conta. Eu vendo razoavelmente bem, meu texto já é bastante traduzido, então já dá para eu falar o sobre isso. A vida da gente é isso, cada um escolhe, mas eu nunca tive arrependimento de escolher ser escritor. Hoje sinto que não saberia fazer outra coisa.

Teve alguma coisa que você tentou fazer e não conseguiu ou queria ter feito e não tentou?
- Não, eu sempre fui muito feliz assim. Como te falei, eu trabalhei no ministério da Educação, na secretaria de Educação, dirigi o Palácio das Artes de Belo Horizonte, e em todos os lugares em que trabalhe, foi muito interessante e tive muita sorte. Nunca fui convidado para fazer uma determinada coisa, sempre me diziam para fazer o que quisesse. Sempre trabalhei com criação. Eles sempre me chamaram para criar uma idéia, uma coisa nova. Então isso me ajudou muito. E depois, com a literatura, eu exerço isso o tempo inteiro, porque a literatura é o espaço da fantasia. Quanto mais eu fantasio, melhor meu texto. A arte é o único trabalho no mundo hoje onde a fantasia é a matéria de trabalho, os outros todos são repetições. A fantasia na arte é fundamental.

Tem alguma coisa que você gostaria de acrescentar?
-Só agradecer por estar em Montes Claros depois de muitos anos. Eu já estive aqui muitas vezes, na época da Dona Marina Lorenzo, eu era da secretaria de Educação e vinha muito visitar o conservatório. Tive contato há muito tempo com uma pessoa de quem eu gostava muito, o Raymundo Colares, que tinha um belo trabalho de artes plásticas, maravilhoso; o Konstatin Christoff também, eu gosto muito daquela irreverência toda da arte dele. Eu gosto muito de Montes Claros e é sempre bom voltar aqui.

Apesar de serem chamados de literatura infantil, seus livros não são aqueles textinhos fáceis, eles chegam a todas as pessoas. Para quem você realmente escreve?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

De férias em Minas

Atrações culturais, natureza e arte são opções de lazer


Para quem quer aproveitar as férias de janeiro e conhecer os encantos de Minas Gerais, opções de lazer e cultura não vão faltar. São festivais, festas populares, teatro e diversão que agradam a todos os gostos. O Estado oferece várias opções para os primeiros dias do ano novo.

Belo Horizonte cultural

A tradicional e aguardada Campanha de Popularização do Teatro e da Dança promete agitar a vida cultural dos belohorizontinos até 4 de março. Em sua 38ª edição, poderão ser conferidas mais de 140 peças teatrais e espetáculos de dança a preços promocionais, em todos os teatros da cidade. Para programação completa, acesse www.sinparc.com.br.

E a criançada também poderá se divertir com a 18º Festival Alterosa de Teatro Infantil. Até 29 de janeiro, sempre de quarta a domingo, serão apresentados espetáculos e shows que vão animar as férias dos pequenos.

O Palácio das Artes apresenta de 13 a 19 de janeiro a Mostra Internacional Imagem dos Povos. A mostra audiovisual reúne obras e artistas de diversos lugares do mundo. Este ano, o destaque vai para a produção realizada na cidade de Belo Horizonte e sobre a cultura local. A entrada é gratuita.

O Festival Cachaça Gourmet, que acontece de 10 de janeiro a 10 de fevereiro, oferece ao público pratos tradicionais da culinária mineira preparados com cachaças produzida no Estado, oferecidas como aperitivos e coquetéis. São cerca de 20 restaurantes participantes que concorrerão aos prêmios de “Melhor prato” definidos por voto popular e por um júri técnico, “Melhor visual” e “Melhor receita original”.

Inhotim é pura diversão e conhecimento

Até 29 de janeiro, Inhotim preparou uma programação especial para as férias de toda a família. As atividades acontecem de terça a domingo, sempre a partir das 10h. Com o tema “Desenho e Narrativa” serão desenvolvidas atividades educativas com espaço para experimentação e registro.

Para os mais aventureiros haverá jogos e brincadeiras ambientais, visita ao viveiro educador e uma caminhada ecológica pela Trilha dos Guigós. As oficinas de confecção de histórias em quadrinhos, flipbooks e Mini Horta Inhotim prometem envolver um público de todas as idades.

Na Estação Jardim acontecerão jogos e brincadeiras ambientais, além da oficina “Cada conto um encanto”, quando serão contadas histórias das florestas. No Espaço Ciência os participantes aprenderão curiosidades sobre a representação científica das espécies. O público também poderá conhecer mais a respeito da diversidade vegetal do Jardim Botânico através dos circuitos temáticos "Botânica e Sustentabilidade" e "Mata Atlântica".

Cinema em Tiradentes

Atração do cinema contemporâneo, a 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes, será realizada de 20 a 28 de janeiro, em Tiradentes. Nesta edição, que terá como tema “O ator em expansão”, serão apresentadas 84 atrações, entre filmes e curtas, representando 12 estados brasileiros. As exibições serão realizadas em três locais: no Centro Cultural Yves Alves, no Cine Praça e no Cine-Tenda-Bar-Show.

Também estão na programação: Mostrinha de cinemas, oficinas e seminários. Além de uma homenagem ao ator Selton Mello que comemora, em 2012, 30 anos de carreira. Na ocasião serão apresentados filmes em retrospectiva à carreira do artista.

Férias nos parques

Os parques municipais de Belo Horizonte prepararam programação especial para toda a família curtir as férias. No Parque das Mangabeiras, a programação começa no dia 14 e vai até 28 de janeiro. As opções são várias, como oficinas esportivas, rua de lazer, apresentação teatral e jogos. O Parque Américo Renné Giannetti (Parque Municipal) terá atividades de recreação com trilhas ecológicas e brincadeiras, do dia 17 ao dia 28 de janeiro.

Nos dias 20, 22 e 26, apresentações teatrais prometem animar quem passar pelo lugar. Já nos dias 28 e 29, o Sesc-MG realiza Rua de Lazer e, no dia 29, a criançada pode se divertir com a apresentação do grupo teatral Trupe Gaia e participar da oficina de práticas circenses.

No Parque Lagoa do Nado as atividades começam no dia 17 e vão até o dia 20 de janeiro. Serão várias atividades de recreação e educação ambiental, além de contação de histórias, oficina de práticas circenses e observação de aves. Informações sobre a programação dos outros parques no telefone: 3277-9244.

Viagem virtual pelos parques estaduais

O Instituto Estadual de Florestas (IEF) disponibilizou, na quinta-feira (5), um espaço para divulgar e estimular o turismo nas áreas protegidas de Minas Gerais. O site “Parques de Minas” reúne informações sobre as unidades de conservação estaduais, com foco no visitante.

O “Parques de Minas” é um guia eletrônico para conhecer as unidades de conservação estaduais que dispõem de infraestrutura para receber o turista. Mapas, fotos e textos possibilitam uma visita virtual prévia à unidade de conservação escolhida, que permitem que o interessado planeje sua viagem e estadia.

No site, estão disponíveis informações detalhadas dos parques estaduais do Itacolomi, Ibitipoca, Sumidouro, Rio Doce, Rio Preto, Serra do Brigadeiro, Nova Baden e Serra do Rola-Moça. Essas oito unidades de conservação são consideradas ‘abertas’ por disporem de infraestrutura para recebimento do turista, que pode incluir portaria, restaurante, área de camping, dentre outras.

Também estão disponíveis informações sobre os 30 parques considerados ‘fechados’ por não possuírem essa estrutura e as visitas devem ser solicitadas previamente.

O site parques de Minas está disponível no endereço:

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Hoje é dia de Santos Reis

Festa em homenagem aos três Reis Magos
marca o início do novo ano

A capela e a gruta (detalhe) construídas pelo devoto Pedro Mendonça são os
pontos de referência da festa no Grande Santos Reis (fotos: WILSON MEDEIROS)

A data é marcada por um intensa e extensa programação em homenagem aos três Reis Magos, na comunidade do Grande Santos Reis, em Montes Claros/MG. Realizada há 80 anos, a Festa de Santos Reis resguarda a tradição religiosa que chegou ao Brasil pelos jesuítas e colonizadores portugueses. De 24 de dezembro a 06 de janeiro, mais de 50 mil pessoas vindas de todas as regiões do país passam pelas ruas do bairro para render homenagens aos três Reis Magos.

O canto dos devotos ecoa pelas ruas do bairro que ficam tomadas pela multidão de fiéis que vêm de todo país para render homenagens aos Santos Reis. As cores, cheiros e sons se misturam com o passar da procissão, enquanto fogos de artifício espantam os maus espíritos e deixam a festa ainda mais vibrante. Entre o sagrado e o profano, enquanto uns rezam, pagam promessas e louvam os santos padroeiros, outros aproveitam o burburinho da festa para ganhar uns trocados com a barraca de cachorro-quente, pipoca, milho-verde e outras iguarias que exalam seu cheiro e atiçam os sentidos dos fiéis, muitos deles que vieram de longe e ainda não tiveram tempo de se alimentar.

Assim é a festa de Santos Reis, que acontece em Montes Claros há exatos 80 anos, no Grande Santos Reis. A festa começa no dia 24 de dezembro e vai até o dia 6 de janeiro.

O pároco Reginaldo Cordeiro de Lima, que é padre há 18 anos, conta que a tradição da festa começou com um sonho.

- Na década de 1930, quando o Grande Santo Reis ainda era uma fazenda, o então proprietário Pedro Mendonça sonhou com três aves brancas pousando em seu quintal. Ele, que estava muito doente, interpretou como uma visita dos três Reis Magos e, então, fez uma promessa: se fosse curado construiria uma capela e uma gruta em sua fazenda em homenagem aos três Reis Magos. Curado, cumpriu a promessa. A capela passou a receber visitas durante todo o período em que se comemora a festa de Reis, de 24 de dezembro a 06 de janeiro. O tempo passou, as visitas aumentam a cada ano e, hoje, reúne mais de 50 mil devotos durante os 14 dias da festa, que se transformou em uma das maiores e mais tradicionais do estado – conta o pároco.


A igreja e a gruta existem até hoje, e estão localizadas na Praça Seis de Janeiro, no Grande Santos Reis, onde acontecem as missas e encontros com a comunidade, rendendo homenagens aos santos padroeiros.

A FESTA

Coordenada pela Igreja Católica e Conselho comunitário da paróquia de Santos Reis, a festa tem uma extensa programação religiosa que inclui procissão e missa todos os dias, novenas, exposição de presépios, levantamento de mastro em homenagem aos três Reis Magos, apresentação de ternos de folia e pastorinhas, shows com corais e artistas da região, além de barracas com bebidas e comidas típicas. A festa começa após a Missa do Galo, no dia 24 de dezembro, quando é comemorado o nascimento do Menino Jesus, e vai até o dia 6 de janeiro, dia de Santos Reis, mantendo a tradição religiosa que chegou ao Brasil pelos jesuítas e colonizadores portugueses.

Os quatorze dias de festa movimentam não só a comunidade do bairro, mas toda a cidade. Milhares de pessoas lotam as ruas do bairro logo pela manhã, com a apresentação dos ternos de folia e pastorinhas. Há uma participação de toda a comunidade, que abre suas casas para receber os visitantes de outras cidades e muitos voluntários participam da organização da festa, contribuindo também na produção de refeições, que são distribuídas aos visitantes.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros

IHGMC dá posse a novos membros

"Com muita honra, passarei a integrar o IHGMC como sócia efetiva"
Na próxima terça-feira, 27/12, o Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros dá posse ao seu novo presidente, o escritor Itamaury Teles e aos novos sócios efetivos e correspondentes. A solenidade de posse será realizada às 20 horas, no salão nobre da AABB, e coincide com as comemorações do aniversário dos cinco anos do IHGMC, dia 27/12.

Durante a solenidade será lançado o volume VIII da Revista do Instituto. Os novos sócios efetivos são os jornalistas Jerúsia Xavier Arruda e Délio Pinheiro Neto, Aderbal Esteves, Ajax Amaral Tolentino, Cel. Antônio Moreira Neto, Edwirges Teixeira de Freitas, Expedito Veloso Barbosa, Jussara Veloso Ferreira Antunes Maria Ângela Figueiredo Braga e Maria das Dores Antunes Câmara.

Os sócios correspondentes que tomarão posse são os jornalistas Cynthia Bernes (Belo Horizonte), Cláudia Correia Costa Carvalho (Luz/MG), Genoveva Ruisdias (Belo Horizonte), Adriano Souto (Belo Horizonte) e Alberto Sena Batista (Belo Horizonte); José Walter Pires (Belo Horizonte); Leonardo Álvares da Silva Campos (Belo Horizonte), Hermano Baggio Filho (Pirapora/MG) e Dêniston Fernandes Diamantino (Januária/MG).

Fundado há cinco, o IHGMC tem como finalidade pesquisar, interpretar e divulgar fatos históricos, geográficos, etnográficos, arqueológicos, genealógicos e suas ciências e técnicas auxiliares, e fomentar a cultura, a defesa e a conservação do patrimônio histórico, artístico e cultural do município de Montes Claros e região Norte de Minas.

SERVIÇO
Solenidade de Posse do IHGMC
Data: 27 de dezembro de 2011
Horário: 20h30
Local: AABB Montes Claros

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Ballet

Studio Jaqueline Pereira comemora 25 anos de dança com o Festival 25 verões


Branca de Neve

O Studio Jaqueline Pereira comemora, em 2011, seus 25 anos de existência. Para celebrar a data, a coreógrafa e bailairina apresenta, nos dias 15 e 16 de dezembro, às 20 horas, no Centro Cultural Hermes de Paula, o Festival 25 Verões, com fragmentos e lembranças dos melhores espetáculos infantis realizados nesta trajetória. No palco, os bailarinos apresentarão trechos dos espetáculos Branca de Neve, Peter Pan e Maria Julieta.

Fundado em 1986, o Studio Jaqueline Pereira trabalha dança clássica e moderna com adultos e crianças. Realiza anualmente espetáculos clássicos infantis coreografados pela educadora, bailarina e coreógrafa Jaqueline Pereira, assim como espetáculos contemporâneos com a participação de outros coreógrafos.

Seu trabalho artístico dialoga com a cultura, religiões e inquietações existenciais. A coreógrafa é reconhecida por produções que abrangem outras linguagens artísticas como a poesia, literatura, música e artes plásticas. De formação clássica, Jaqueline Pereira pode se reservar à liberdade de optar pelos caminhos da dança contemporânea que melhor expressem o furor imaginativo que sempre caracterizou sua obra. Em seus trabalhos, a linguagem contemporânea expressa sentimentos, ideias e impressões da realidade que possuem história e um substrato afetivo capaz de tocar o íntimo das pessoas.

Zé Romeu e Maria Julieta
O Studio Jaqueline Pereira se sobressaiu nos trabalhos “Reencontro”, “A Espera”, “Êxtase” e “40º no Verão de 50”. Também são espetáculos de destaque “Nós Vistos em Chopin”, com participação do pianista Flávio Augusto; “Vôo das Garças, adaptado da obra do músico Zé Côco do Riachão; “Fecha a porta Maria que o boi evém”, inspirado na obra da poeta Adélia Prado, “Canto Sagrado”, que trata da fé e religiosidade do sertanejo mineiro e, mais recentemente, “Pessoa”, espetáculo intimista inspirado em personagens da literatura, em filmes e em situações rotineiras do cotidiano.

Serviço
Festival 25 Verões
Studio Jaqueline Pereira
Dias: 15 e 16 de dezembro de 2011 – quinta e sexta-feira
Horário: 20 horas
Local: Centro Cultural Hermes de Paula
Ingressos: R$ 10,00


Oportunidade para artistas

Termina nesta sexta-feira, 16, prazo para inscrição no Programa BNB de Cultura 2012

Termina nesta sexta-feira, 16, o prazo para inscrições de projetos no Programa Banco do Nordeste de Cultura - Edição 2012 - Parceria BNDES. O Programa é uma linha de patrocínio direto do Banco do Nordeste, com a parceria do BNDES, com dotação orçamentária de R$ 8 milhões, para apoio à produção e difusão da cultura do Nordeste e Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo (área de atuação do Banco do Nordeste), mediante seleção pública de projetos.

Os projetos serão selecionados nas seguintes áreas: música (com dotação de R$ 1,5 milhão), literatura (R$ 1,0 milhão), artes cênicas (R$ 1,25 milhão), dança (R$ 500 mil), artes visuais (R$ 1,0 milhão), audiovisual (R$ 1,0 milhão); patrimônio (R$ 500 mil) e artes integradas ou não-específicas (R$ 1,25 milhão).

Serão contemplados pelo menos 303 projetos - sendo, no mínimo, 59 de música, 38 de literatura, 55 de artes cênicas, 18 de dança, 44 de artes visuais, 22 de audiovisual, 18 de patrimônio e 49 de artes integradas ou não-específicas.

O edital contendo o regulamento do Programa e os respectivos formulários eletrônicos para inscrição de projetos, bem como as instruções para preenchimento e o modelo de relatório para prestação de contas, estão disponíveis no portal do Banco do Nordeste (www.bnb.gov.br).

Inscrição e habilitação de projetos

O período de inscrição dos projetos iniciou no último dia 1º de novembro e prossegue até 16 de dezembro deste ano, mediante entrega de seis vias de formulário de inscrição impresso, devidamente preenchido com letra legível, digitado ou datilografado, assinado por responsável pelo projeto, e acompanhado de seis cópias de cada anexo indicado no formulário. O formulário de inscrição e todas as informações necessárias aos proponentes estão disponíveis no Portal do Banco do Nordeste (www.bnb.gov.br).

A entrega dos projetos deverá ser feita nos seguintes locais: projetos oriundos do Ceará, nos Centros Culturais Banco do Nordeste-Fortaleza e Cariri (em Juazeiro do Norte); projetos originários dos demais Estados situados na área de atuação do Banco do Nordeste (Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Alagoas, Sergipe, Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, nas sedes das superintendências estaduais do Banco do Nordeste); na Paraíba, as propostas também poderão ser entregues no Centro Cultural Banco do Nordeste-Sousa; por sua vez, os projetos de Estados localizados fora da área de atuação do Banco do Nordeste deverão ser enviados para o Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza.

De segunda a sexta-feira, no período de 10 às 16 horas, a entrega dos projetos deverá ser feita nesses locais, ou então pelo correio, com remessa para esses mesmos locais, como correspondência registrada com Aviso de Recebimento - AR (considerada a data de postagem), em envelope devidamente identificado.

No período de 02 a 13 de janeiro de 2012, todos os projetos inscritos passarão por uma análise técnica, objetivando a habilitação para a fase de seleção. Serão considerados desabilitados os projetos que apresentarem inconsistências e não atenderem às exigências previstas no edital.

Para a seleção dos projetos culturais, serão considerados sete critérios: qualidade técnica e/ou artística; atendimento aos interesses da comunidade e/ou desenvolvimento de ações que promovam a acessibilidade e a formação de plateias; ações e investimentos dos recursos financeiros voltados prioritariamente para municípios da área de atuação do Banco do Nordeste (região Nordeste, norte de Minas Gerais, Vale do Mucuri, Vale do Jequitinhonha e norte do Espírito Santo), menos providos de atividades culturais; formação ou aperfeiçoamento profissional; visibilidade físico-financeira e condições de sustentabilidade; ineditismo da proposta; e potencialidade de consolidação da imagem do Banco do Nordeste e do BNDES junto à sociedade.

Os projetos serão analisados por comissão julgadora formada por 40 avaliadores representantes de todos os Estados onde o Banco do Nordeste atua. Serão formadas oito comissões avaliadoras, uma para cada área do Edital (música, literatura, artes cênicas, dança, artes visuais, audiovisual, patrimônio e artes integradas ou não-específicas). Cada comissão terá cinco avaliadores externos, representantes de Estados diferentes.

Última chamada para o Conexão Vivo

PEC da música é aprovada e a música brasileira vive momento histórico

Cantores fazem show na Câmara e defendem isenção para CDs de artistas brasileiros


Banda cantou 'Que país é esse?' em acesso para comissões da Câmara
Artistas de todo o país, entre eles as cantoras Fafá de Belém e Sandra de Sá, estiveram na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (13) para pressionar pela aprovação da chamada "PEC da Música", que isenta de impostos a produção de CDs e DVDs com obras de artistas brasileiros. No salão que dá acesso aos corredores das comissões, uma banda nacional cantou a música "Que país é esse?", de Renato Russo.

A Proposta de Emenda à Constituição, prevista para ser votada em 2º turno nesta terça, prevê imunidade de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto sobre Pordutos Industrializados (IPI) às produções musicais brasileiras em todo o pais. A isenção não inclui a etapa de replicação, que é quando as obras gravadas são copiadas para o suporte físico.
 

A cantora Fafá de Belém afirmou que, se o projeto for aprovado, fará de graça um show de agradecimento na Esplanada dos Ministérios. "Todos nós, uns 20 artistas, faremos um show para agradecer o povo brasileiro", contou. Para a artista, a PEC da Música vai incentivar novos talentos da música brasileira.
 

"Essa é a hora de dar ao artista a possibilidade de mostrar seu trabalho em condições decentes. Vai incentivar novos criadores, que poderão fazer o seu primeiro CD, o primeiro DVD", afirmou.
 

Os artistas presentes à Câmara se reuniram com o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), e líderes da base e da oposição. "Viemos agradecer a condução da votação anterior e pedir que os deputados confirmem o voto agora no 2º turno", disse. (G1)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Dia de Gala no Norte de Minas

Matias Cardoso sedia Dia dos Gerais
 


Em sua terceira edição, o município ribeirinho de Matias Cardoso comemora nesta quinta-feira 08/12, o “Dia dos Gerais”, com a entrega das Medalhas Mathias Cardoso & Maria da Cruz - Comenda Civismo e Consciência dos Gerais. O evento que acontece às 10 horas, na praça da Matriz Cônego Marinho, será presidido pelo governador Antonio Augusto Junho Anastasia e o prefeito de Matias Cardoso, João Cordoval de Barros com homenagens a 24 personalidades (homens e mulheres) que de alguma forma fazem parte do Norte de Minas ou que lutam pelo seu desenvolvimento e que se destacaram nas áreas de ação social, agropecuária, cultura, educação, infraestrutura, meio ambiente, saúde e turismo.

Mesmo com a elevação de Matias Cardoso a capital do estado, no dia 8 de dezembro, ainda fica a expectativa de que o município seja reconhecido oficialmente como o mais antigo povoamento de Minas Gerais, além da primeira igreja do Estado, dividindo a condição de primeira cidade mineira entre Mariana e Matias Cardoso.

Durante o “Dia do Governo de Minas nos Gerais”, ocorrido no dia 15 de julho deste ano, no auditório Deputado Aécio Cunha, da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (AMAMS), o governador Antonio Anastasia assinou o decreto criando a Medalha dos Gerais.

DIA DOS GERAIS

As comemorações do Dia dos Gerais fazem referência à lendária figura do bandeirante Mathias Cardoso de Almeida, que, em 1660, se fixou às margens do Rio Verde Grande e, posteriormente, do Rio São Francisco, sendo o fundador do Arraial de Morrinhos, hoje a cidade de Matias Cardoso.
 
Entre os agraciados de 2011, com a Medalha Mathias Cardoso & Maria da Cruz – Comenda Civismo e Consciência dos Gerais estão:

MEDALHA MATHIAS CARDOSO - Afonso Florence – Ministro do Desenvolvimento Agrário; Diniz Pinheiro – Presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais; Olavo Machado Júnior – Presidente da FIEMG; Gabriel Guimarães – Deputado Federal; João Leite – Deputado Estadual; José Maria Junqueira – Vice-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais – FIEMG; Olavo Bilac Pinto Neto – Secretário de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana de Minas Gerais; Tiago Ulisses – Deputado Estadual; Thiago Conalgo Cabral Vala – Juiz de Direito de Governador Valadares; Valmir Alexandre – Artista Plástico; Paulo César Mendes Barbosa – Professor da UNIMONTES; Francisco Maia Neto - Advogado

MEDALHA MARIA DA CRUZ – Carla Anastasia (Professora da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG; Elda Aléssio- Artista Plástica; Felicidade Patrocínio – Artista Plástica; Felicidade Tupimambá – Arista Plástica; Marisa de Melo Porto – Juíza de Direito; Maria Coeli Simões Pires – Secretária de Estado de Casa Civil e de Relações Institucionais de Minas Gerais; Maria Jaci de Oliveira Ribeiro - Educadora

Odete Terezinha Costa Maciel – Professora da UNIMONTES; Eliana Parreiras – Secretária de Estado de Cultura de Minas Gerais; Maria José Colares – Grupo Folclórico Banzé; Carmem Lúcia Costa – Coordenador da Pastoral da Criança Montes Claros; Maria do Socorro Pimenta Moura- Empresária.

Concerto de Natal

Orquestra Sinfônica de Montes Claros realiza Auto Natalino

 
Orquestra busca patrocínios para realizar o espetáculo

A Orquestra Sinfônica de Montes Claros (OSMC) realiza no próximo dia 18, às 20h, ginásio do SESC, com entrada franca, o seu já tradicional Concerto de Natal. A apresentação é parte integrante das comemorações pelos 10 anos do aniversário da OSMC e está sendo preparado um espetáculo especial para a cidade de Montes Claros.

A Orquestra contará com a participação do Grupo Lírico Bezzi e mais algumas surpresas. Este ano, o coreógrafo Paulo di Tarso assinará a direção cênica. O diretor e bailarino está na cidade do Rio de Janeiro e deverá trazer materiais para a confecção do cenário e dos figurinos. O Concerto de Natal é aguardado todos os anos, como parte integrante das festas de final de ano e fazem parte do calendário de atividades do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez (CELF).

“Se tudo der certo, se conseguirmos patrocínio suficiente para executar todas as ideias, as famílias montes-clarenses se encantarão com as ‘surpresas’ que estamos preparando. Estamos em busca de empresas que queiram nos ajudar a produzir este espetáculo para a população da cidade. Uma parcela já foi captada, mas ainda falta cerca de 60%. Caso alguma empresa se interesse, pode ligar para o Conservatório Lorenzo Fernândez através do telefone e falar com Cibele Brant, Sandra Borborema, Liliane Queiroz ou comigo”, explica a maestrina Maria Lúcia Avelar, diretora da OSMC. O telefone do CELF para mais informações é o (38) 3221-4466.

Ótica feminina

As memórias dos 50 anos da Unimontes são relembradas em livro produzido pela Academia Feminina de Letras


Com um livro de memórias sobre os fatos marcantes do ensino superior do Norte de Minas, desde o seu surgimento até os dias atuais, a Academia Feminina de Letras de Montes Claros participará das comemorações oficiais pelos 50 anos de criação da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), que serão completados em maio de 2012. A programação alusiva à data terá início em janeiro próximo.

A obra será assinada por quarenta mulheres em sua grande maioria egressas da própria Universidade nas áreas de Artes, História e Letras. Segundo a presidente da entidade, professora Marta Verônica Vasconcelos Leite, a Academia reúne professoras, escritoras e poetisas, todas com atuação profissional nas áreas de educação e cultura.
“A identidade das acadêmicas com a Unimontes é muito forte. Não seria exagero algum dizer que 99% das integrantes de nossa academia foram graduadas ou têm atuação como docentes na Universidade”, explicou a presidente.

A Academia Feminina de Letras de Montes Claros foi fundada em setembro de 2009 e possui 40 cadeiras (4 estão vagas). O processo de produção da obra alusiva ao jubileu de ouro da Universidade Estadual de Montes Claros começou com a publicação de um ofício sobre a homenagem, pelo qual as acadêmicas deverão apresentar suas sugestões para publicação e currículos.

Historias do Velho Chico

Livro de Fernando Mazza retrata as paisagens humanas e naturais ao longo do Rio São Francisco



“Vale do São Francisco – O Caminho do Sertão”, do fotógrafo Fernando Mazza - lançamento da Via das Artes, com patrocínio do Banco Volkswagen, apoio da Namisa – Nacional Minérios S/A e do Ministério da Cultura através da Lei Rouanet – revela um livro de arte resultado de mais de 10 anos de trabalho, cujo objetivo foi registrar, resgatar e divulgar a memória e cultura das populações ribeirinhas do Rio São Francisco.

O projeto mostra diferentes paisagens e o contexto sócio-ambiental com os tipos humanos e modos de vida diferentes, em cada parte do rio. Mostra, também, as transformações que o rio sofre ao longo de seu curso, cujo nascedouro está na Serra da Canastra, Minas Gerais, e sua foz no Oceano Atlântico, entre os estados de Alagoas e Sergipe. Banhando ainda os estados da Bahia e Pernambuco, destacando como a vida dessas populações é diferente de acordo com as características do rio.

Passado por uma criteriosa seleção da documentação fotográfica sobre o povo beiradeiro, como são chamados àqueles que vivem às margens do “Chico”, o livro enfoca os aspectos humanos e culturais, destacando os hábitos, costumes, religiosidade e folclore, apontados pela curadoria da antropóloga Maria Lucia Montes, especialista em cultura popular brasileira. E para concretizar todo o imaginário que este rio tem sobre as pessoas, destaca-se trechos de textos de Guimarães Rosa e o poema musicado de José Carlos Capinan.

SOBRE O AUTOR
Fernando Mazza Aprendeu o gosto pela fotografia com o avó, e desde então seguiu os caminhos da vida sempre com uma câmera na mão. Autodidata, recebeu várias premiações, publicou trabalhos em periódicos e expôs em diversos eventos, mantendo a Exposição Permanente “Vale do São Francisco: o Caminho do Sertão” no Palácio da Diocese da Barra – Barra – BA.

SERVIÇO
Lançamento do livro “Vale do São Francisco – O Caminho do Sertão”, de Fernando Mazza
Dia 13 de dezembro de 2011, terça-feira, às 19h00
Local: Livraria Cultura do Bourbon Shopping São Paulo – Rua Turiassú, 2.100 - São Paulo/SP.

domingo, 4 de dezembro de 2011

21ª Festa Nacional do Pequi

A 21ª Festa Nacional do Pequi será realizada nos dias 09, 10 e 11 de dezembro, em Montes Claros. No primeiro dia da Festa, na Praça Jatobás, haverá a primeira eliminatória do 8º Festival de Música.
Confira as músicas classificadas para o Festival:


1 - CARNE VIVA: BEU VIANA

2- O SAMBA NÃO TEM HORA: VIVIANE NORMANHA

3- SANGUE REAL: CIRO ARAÚJO

4- 1/3 E MEIO: JEFFERSON PALINI

5- NOS BRAÇOS DO VIOLEIRO: MANOELITO E MARCUS PARACATU

6- DE DENTRO PRA FLORA: REINALDO BESSA E JOÃO BATISTA

7- CONVERSANDO COM A NOITE: WALTER LAGES

8- RIO DE HISTORIAS: WALTER DIAS

9 – BRASILEIRA: TANIO CESAR

10- DE REPENTE ROCK AND ROLL: TANOS FERNANDES

11 – NASCENTES: JOSE AMARIO DA SILVA- MARINHO SAN

12- MANHÃ SERENA: DIORGEM FERREIRA JUNIOR

13 – CANTO QUE ESPANTA SOLIDÃO: EDUARDO LEMOS

14 – HUMANOS PASSARINHOS: HELDER CUNHA

15 – DIA PERFEITO: RODRIGO MATOS SOARES

16 – FLOR CIGANA: HEBERTH LINCOLN

17 – VELHOS VICIOS: SOLIMAR ARAUJO E BRUNO DONATO

18 – OUTRO SERTÃO E VEREDAS: BOB MARCILIO

19 – CAMAFEU: DIMAS DEPTULSKI

20 – FILHOS DE ZANZA: JOSE FRANCISCO S. ALMEIDA

21- PALCO DRAMA CASSIO RENY S. ALMEIDA

22- MINAS VALE OURO: CECILIO BELCHIOR ANDRADE

23- NASCER: ALEXANDRE RODRIGUES SOUZA

24 – CERRADO SERRADO: CESAR PRATES MACEDO


MÚSICAS SUPLENTES

PRA QUE?: HELCIO A SILVA

ROSA DOS VENTOS: TIAGO WANDERLEY SANTOS

CANÇÃO DAS MANHÃS: MARCUS PARACATU

MINAS É DE MINAS: CRISTIAN FARLEY

A TEMPO: LUCIANO FERREIRA

Rede Fora do Eixo

Congresso que discute as novas possibilidades da cultura


Entre os dias 11 e 18 de dezembro, integrantes do coletivo cultural Retomada, ponto de difusão dos projetos do Fora do Eixo em Montes Claros e Norte de Minas, participam da quarta edição do Congresso Fora do Eixo (COFE), realizado na Universidade de São Paulo (USP). O congresso trata-se do maior encontro presencial da rede Fora do Eixo e, além de representantes do circuito, conta com a presença de diversos setores da sociedade. Serão sete dias de atividades intensas, com uma proposta diferenciada de estímulo ao intercâmbio entre os participantes, permitindo um cruzamento de ideias entre os mais variados agentes.

Retomada
O Retomada é um projeto que foi fundado em 2007 e faz parte de uma rede colaborativa e descentralizada de trabalho constituída por coletivos de cultura espalhados por todo Brasil, o Circuito Fora do Eixo. No mês de outubro o coletivo voltou a realizar seus projetos, representando uma nova forma de tratar a arte, um lugar onde as ideias, a cooperação e a associatividade formam os pilares de uma nova ótica sobre o que é o independente.

As ações do grupo visam movimentar e fomentar na cidade a produção cultural, assim como a exposição da mesma para um público disposto a conhecer e apreciar o novo. Como Ponto Fora do Eixo, o Retomada promove ações diversas e possibilita que o público do Norte de Minas conheça e interaja com artistas de todo o Brasil, fazendo um intercambio de ideias e movimentando a cultura. Através do Retomada, a força cultural "Catrumana" se expande, rompe barreiras e é comunicada ao mundo.
Fora do Eixo

O Circuito é uma rede de trabalhos que teve início em 2005, através da união de idéias de produtores culturais das regiões centro-oeste, norte e sul. A ação começou nas cidades de Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Uberlândia (MG) e Londrina (PR), através de pessoas que queriam estimular a circulação de bandas, o intercâmbio de tecnologia e o escoamento de produtos nesta rota, desde então batizada de "Circuito Fora do Eixo". Hoje o Fora do Eixo está em 25 estados e em diversas cidades, como é o caso de Montes Claros.

Serviço

Para conhecer mais sobre o Fora do Eixo é só entrar no site do circuito, pelo www.foradoeixo.org.br. E quem quiser se manter informado sobre os projetos do Retomada, é só entrar nas redes do coletivo, www.retomadamoc.wordpress.com, www.facebook.com/retomadamoc e @retomadamoc.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Orquestra Sinfônica de Montes Claros

Concerto com violinista traz nova perspectiva para profissionais da música


Na última sexta-feira (25), os montes-clarenses assistiram a um concerto do mais alto nível já apresentado na cidade pela Orquestra Sinfônica de Montes Claros (OSMC), sob a regência da maestrina Maria Lúcia Avelar.

O violinista alemão Frank Haemmer (chefe de Naipe de Orquestra) e integrante da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi o grande convidado da noite.

Durante três dias, Frank Haemmer realizou um masterclass para aproximadamente 40 músicos e estudantes do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez (CELF) e demais escolas da região.

Oportunidade para que os profissionais aperfeiçoassem suas técnicas com um dos melhores violinistas da Filarmônica de Minas Gerais. Foi um momento de troca de experiência sob a avaliação de um profissional orientador para um bom aproveitamento prático e teórico.

O foco do Masterclass foi em “Técnicas de Interpretação Barroca no Violino”, especialmente as composições dos músicos Antonio Vivaldi e Johann Sebastian Bach.

Música como “As Quatro Estações” e “Concertos para dois Violinos”, “Concerto para quatro violinos” e “Concerto de Lá menor” foram executadas e ao final da interpretação, a OSMC foi aplaudida de pé por toda a plateia que dizia “Bravo” e pedia “Bis”.

10 ANOS OSMC
As orquestras estão em constantes mudanças no seu quadro de músicos, o que é normal. No caso específico da OSMC, pelo fato de Montes Claros estar engatinhando ainda na formação de violinistas (o curso se firmou a pouco mais de 10 anos) existe a necessidade de estar constantemente promovendo cursos de capacitação, os chamados Masterclass.


Desde 1979 professores vêm de outras partes do país para o masterclass de Violino. Porém, na medida em que o profissional iria se aperfeiçoando, acabava recebendo propostas melhores para ministrar aulas em Belo Horizonte e outras cidades, e o curso novamente dava uma caída.

A retomada ocorreu a mais ou menos uns 15 anos, se firmando com o professor Manoel Thiago. “Esta prática de se trazer professores de fora ainda continua, mesmo hoje, com bons professores no Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez. O violino é a base de uma orquestra, e por tal motivo, o aprendizado desse instrumento é um dos mais difíceis e requer muita prática”, conta Maria Lúcia Avelar.

“São estes cursos que nos possibilitam ousar mais na escolha do repertório e no grau de dificuldade das obras. E os músicos que estão na orquestra há mais tempo, pois já participaram de vários masterclasses em anos anteriores, com este projeto puderam atuar também como ministrantes”, informa a diretora Maria Lúcia Palma Avelar.

A diretora da OSMC faz uma análise sobre o processo de crescimento da Orquestra. “A análise sobre a trajetória de 10 anos da Orquestra é bastante positiva. Os patrocínios aos nossos projetos têm sido um meio eficaz de viabilização de projetos que atendam nossas necessidades. Ganham com isto, não apenas nós músicos, que melhoramos nossa qualidade técnica, mas nossa cidade com o crescimento da sua Orquestra”, informa a maestrina responsável pela OSMC.

PARCEIROS
Os amantes da chamada música clássica se beneficiam com o desenvolvimento e as parcerias neste momento são fundamentais. “Nós temos empresas que foram e têm sido parceiras em nosso processo de crescimento.

A Novo Nordisk e o Banco do Nordeste do Brasil sempre nos patrocinaram. E nesse ano, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que se uniu ao BNB e ao Governo Federal, através da Lei de Incentivo à Cultura para nos dar mais esta oportunidade. Se não fosse este projeto aprovado em 2010, nosso ano teria sido ‘magro’ no que diz respeito à produção artística e cultural”, explica a diretora da OSMC.

NOVOS PROJETOS
A Orquestra Sinfônica de Montes Claros através da Fundação Cultural Marina Lorenzo Fernândez, aprovou um novo projeto junto ao Ministério da Cultura (MinC) e que será executado a partir do inicio de 2012.

“Aguardamos ansiosos a captação de recursos, pois nossa agenda já está toda programada e posso garantir que a cidade de Montes Claros e região terão um ano repleto de concertos e atividades a serviço de nossa sociedade, sobretudo aos amantes da música clássica”.

Como parte integrante da nossa programação, acontecerá em Dezembro, o tradicional Concerto de Natal, quando presentearemos a cidade com um belo espetáculo. É importante ressaltar que a captação de recursos para realização desse evento ainda não foi concluída. Diante disso, contamos com o apoio de possíveis patrocinadores, que contribuirão para o Natal dos 10 anos da Orquestra Sinfônica de Montes Claros”, finaliza a maestrina.

Outras informações sobre a OSMC pelo site: www.sinfonicamontesclaros.com.br ou através do telefone (38) 3221-4466 falar no Departamento Cultural.